Polícia

Homem sofre corte no pescoço provocado por linha com cerol

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Uma brincadeira aparentemente inofensiva, soltar pipas, colocou em risco ontem a vida de mais uma pessoa em Bauru. O autônomo, Richard Magalhães, 29 anos, sofreu corte no pescoço ao passar com uma moto sob a passarela do Jardim Redentor. O acidente foi provocado pela linha de uma pipa com cerol - mistura de vidro moído com cola. A vítima levou seis pontos no pescoço, mas passa bem.

Por volta das 9h, Magalhães transitava com a moto placa DNC 0744/Bauru, na altura do quilômetro 1, da avenida engenheiro Horário Frederico Pyles, no sentido bairro/centro, em direção ao núcleo Octávio Rasi, quando foi atingido pela linha cortante.

De acordo com o delegado titular do 4.º Distrito Policial, Marcos Cremonesi, onde o fato foi registrado, o autônomo foi socorrido pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros. “Ele foi levado para o Pronto-Socorro Municipal, onde recebeu atendimento médico. A vítima sofreu um corte no pescoço que exigiu seis pontos cirúrgicos e ficou internada em observação.”

Apesar do caso de ontem ter sido considerado leve, é importante ressaltar que acidentes com linha de cerol podem levar à morte. O último caso que terminou com uma vítima fatal em Bauru aconteceu em 1999. Já a ocorrência de acidentes tem sido constante. No mês passado, o mototaxista José Luiz Sapata sofreu corte superficial em uma das mãos ao ser atingido por linha com cerol.

O delegado disse que esses acidentes preocupam as autoridades. “Os pais precisam se conscientizar do perigo e não permitir que as crianças usem essa mistura. Nesse caso, a autoria do delito é desconhecida, mesmo porque, o autor, ao perceber que havia provocado um acidente, fugiu.” Ele ressalta que um inquérito será instaurado para investigar o acidente.

O artigo 249, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), prevê punição para os pais que não impedem seus filhos de usarem cerol em linhas de pipa. Eles podem ser condenados a uma multa, que varia de três a 20 salários de referência. Em determinados casos, o menor poderá ser penalizado com medidas socioeducativas.

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