Mulher

Retoques

Cristiane Goto
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História

Embora seja um movimento relativamente novo no cenário fashion, a customização surgiu há décadas, explica a estilista Irene Maia. Ela é docente do curso de customização do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) unidade da Penha, em São Paulo, e adepta da arte de transformar roupas há anos.

Segundo Irene, essa “moda” surgiu na década de 50, com as motos Harley Davison. “Era uma necessidade as pessoas se sentirem diferenciadas. Então cada uma personalizava sua moto. Esse era o primeiro indicador de customização”, diz.

Essa também foi a época das jaquetas jeans e blusões ou jaquetas em couro, seguindo o estilo adotado pelos atores Marlon Brando e James Jean, lembra a estilista. Ela ressalta que a customização esteve presente em todas as décadas, mas foi mais forte nos anos 50 e 70, com o movimento hippie.

Nos anos 80, a importância dessa “onda” diminui um pouco, em função do espírito de grupo, ou as chamadas tribos urbanas, que invadiram as passarelas.

Na década de 90, explodiu a moda do individualismo e a busca pela identidade visual, cenário propício para o “boom” das formas de customização no Brasil. Além disso, o ecletismo presente nos catálogos de moda ajuda a atender os mais variados gostos e estilos, abrindo espaço para que a arte de transformar roupas e acessórios se consolide como alternativa criativa e econômica para profissionais do ramo e consumidores.

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