Cerca de 200 tucanos das regiões de Bauru, Jaú e Lins se reuniram ontem pela manhã na sede da Escola de Samba Acadêmicos da Cartola, em Bauru, para discutir os procedimentos visando as convenções municipais do partido, marcadas para o dia 11 de setembro e que elegerão, para um mandato de dois anos, os membros efetivos dos diretórios e seus respectivos suplentes, além dos 110 delegados da região (40 de Bauru) que participarão da convenção estadual.
Mais que uma reunião de trabalho para organizar o partido para as convenções, as lideranças tucanas aproveitaram o evento para lembrar que a crise que atingiu seu principal adversário em nível nacional, o PT, abrirá espaços para um bom desempenho do PSDB nas próximas eleições.
Apesar de terem confirmado presença, o vereador paulistano José Aníbal, um dos pré-candidatos a governador no próximo ano, e o deputado Edson Aparecido, líder do governo Alckmin na Assembléia Legislativa, não compareceram. Com isso, o principal destaque do encontro ficou mesmo para o secretário-chefe da Casa Civil do governo de Alckmin, Arnaldo Madeira, e para o deputado estadual Pedro Tobias, vice-presidente da legenda em São Paulo.
“O momento é de organizar e articular o partido, mas é também a oportunidade de refletirmos sobre a crise que atingiu o PT e o governo federal e preparar nossas baterias para as eleições do próximo anoâ€, declarou, pouco antes de deixar o encontro, que prosseguiu com um animado churrasco. Madeira reafirma que o momento de crise no País é favorável aos tucanos. â€œÉ óbvio que o PT se enfraqueceu e no PSDB existe muito ânimoâ€, afirma.
O vereador bauruense Marcelo Borges concorda com Madeira e diz que “2006 será o ano do PSDBâ€. Para ele, o mais importante resultado da crise é o amadurecimento do debate sobre gestão pública. “O eleitor quer saber quem é o mais competente e o PSDB mostrou muito. O PT vai pagar um custo muito grande nas próximas eleiçõesâ€, aposta.
O atual presidente da executiva municipal do PSDB de Bauru, Caio Coube, reforça a disposição para o embate. “Fomos muito criticados na última campanha (a presidente), e em 2006, diante da derrocada moral do PT, vamos às ruas pedir votos para o PSDBâ€, discursa.
Além do consenso sobre os benefícios surgidos após a crise em nível federal, os tucanos da região também mostram disposição de lutar pelo lançamento do nome de Geraldo Alckmin como candidato do partido à Presidência em 2006. “Temos bons nomes no partido, como o (José) Serra, o FHC e o Aécio (Neves). Mas o Geraldo (Alckmin), além do apoio natural em seu Estado, tem mostrado força em nível nacionalâ€, diz Arnaldo Madeira.
O secretário-chefe da Casa Civil, porém, garante que esta discussão só deve acontecer no primeiro trimestre de 2006. “Não queremos antecipar a campanha. Para nós, 2005 deve continuar sendo um ano de trabalho nas cidades e Estados que administramosâ€, defende. Madeira diz ainda que a definição do nome ao governo do Estado só deve acontecer após a escolha do candidato à Presidência.
Troca em Bauru
Caio Coube infirmou ontem ao JC que não concorrerá à reeleição no cargo de presidente da executiva municipal do partido no próximo dia 11 de setembro. â€œÉ saudável para o partido que haja rotatividade como forma de favorecer o surgimento de novos quadrosâ€, disse.
Com isso, o nome de Marcelo Borges aparece como o mais forte para substituir Coube. O vereador não confirma oficialmente a candidatura, mas admite a articulação neste sentido. “Há um grupo de amigos que está me apoiando. A montagem de chapas começa após o encontro de hoje (ontem) e, se der tudo certo, eu seria o candidatoâ€, adianta.