Representantes de quatro universidades de Bauru programaram, para a próxima segunda-feira, uma visita ao Centro de Referência da Assistência Social (Cras) do Jardim Ferraz para investigar as principais necessidades dos usuários da entidade. A iniciativa faz parte de uma parceria com a prefeitura que tem como objetivo ampliar os programas de qualificação profissional e geração de renda oferecidos à população carente do município.
O convênio foi firmado no início de junho com a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) e representantes das Faculdades de Psicologia e Administração de Empresas da Universidade do Sagrado Coração (USC), Instituição Toledo de Ensino (ITE), Faculdades Integradas de Bauru (FIB) e Fênix.
Na época, discutiu-se a necessidade de incluir capacitação para gestão de negócios e desenvolvimento pessoal nos programas de geração de renda e qualificação profissional promovidos pelos Cras.
Em reunião realizada anteontem, os parceiros decidiram que o projeto-piloto será desenvolvido no Cras do Jardim Ferraz. A idéia é que, a partir de 2006, cada universidade fique responsável por uma região da cidade, onde houver o Cras.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, o projeto-piloto, que será aplicado até o final do ano, testará a metodologia de trabalho e o conteúdo que vai direcionar a proposta dos cursos de capacitação que serão aplicados. Cada universidade vai propor, de forma individual, módulos de ações nas áreas afins.
O aperfeiçoamento faz parte da nova metodologia de trabalho da assistência social, que visa a emancipação das famílias. A intenção é contribuir para que elas saiam da situação de pobreza. O projeto-piloto incluirá todos os cursos de geração e qualificação de renda, inclusive na área do primeiro emprego.
Segundo a prefeitura, além de oferecer uma qualificação específica, o projeto pretende ensinar gestão de negócio e pessoal, ou seja, orientar desde a confecção à comercialização do produto, passando pela aquisição da matéria-prima, definição de preços, divulgação e comercialização propriamente dita.
Os profissionais envolvidos defendem que a auto-estima e a valorização pessoal são fatores importantes no processo e deverão ser trabalhados pelos cursos de psicologia. No final do ano, os resultados serão avaliados e o projeto deverá ser implantado oficialmente em 2006.