Bairros

No Jardim Ivone, frustração emperra organização

Sérgio Pais
| Tempo de leitura: 1 min

Enquanto na Vila Monlevade falta apenas a definição do perfil da entidade em vias de ser montada, no Jardim Ivone um grupo de moradores tenta superar um trauma que vem emperrando a organização comunitária.

O bairro, localizado na região norte, é cortado por ruas de terras e abriga uma favela em sua parte baixa. Diante de tantas carências, moradores reconhecem a necessidade de se organizar para encaminhar suas reivindicações, mas não conseguem superar a frustração de terem sido enganados por um político interessado apenas em coletar votos na região.

Segundo a costureira e líder comunitária Maria Pedrolina Alves de Sales, que também participou das reuniões para elaboração do Orçamento Popular, apesar do incentivo dos técnicos da Secretaria das Administrações Regionais (Sear), está muito difícil montar o embrião de uma associação de moradores.

Ela conta que, durante a campanha eleitoral do ano passado, um candidato a vereador “juntou a papelada” e prometeu “montar” a associação do Jardim Ivone, inclusive com seu registro no cartório.

“Só que ele perdeu (a eleição) e sumiu. Agora, todo mundo continua reclamando, mas ninguém mais quer assinar nada”, diz Sales, numa referência às dificuldades em montar uma chapa. “A decepção foi muito grande”, justifica.

A costureira, porém, mantém a confiança. “Já temos umas dez pessoas no grupo e só falta convencer o pessoal a encarar o desafio. Temos muitos problemas no bairro e ouvi dizer que esse negócio de associação dá certo”, completa.

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