• Tarifa social
A Câmara Municipal de Bauru discute hoje o projeto do DAE que altera a tarifa social, atualmente aplicada a famílias que consomem até 5 mil litros de água por mês e moram em casas com tamanho máximo de 45 metros quadrados. Após debater o assunto com os vereadores, foi fechado um acordo entre o presidente do DAE, José Clemente Rezende, e a Casa.
• Quilowatts/hora
Pelo que ficou decidido, a metragem do imóvel será substituída pelo consumo-teto de 170 quilowatts/hora de energia elétrica por mês. Desta forma, o projeto pode ser votado ainda hoje. Mas há chances de um novo sobrestamento, caso algum vereador não se sinta satisfeito com a costura e faça emendas à proposta de lei.
• Reajuste de 0,1%
O plenário do Legislativo vai analisar também o reajuste de 0,1% concedido pela prefeitura aos servidores junto com abono de R$ 100,00, que vale até o começo do ano que vem. Não deve haver divergência quanto a isso, uma vez que os servidores aceitaram a proposta e até mesmo já receberam a primeira parcela.
• Funprev/dívida
Já o projeto de lei do Poder Executivo que pede autorização da Câmara para parcelar a dívida de R$ 61 milhões com a Funprev (fundo de previdência dos servidores) deve ser sobrestado, em razão da audiência pública sobre o tema, marcada para quinta-feira. Há uma discussão acalorada sobre o pagamento da dívida, que é mais uma que se acumulou nos últimos anos sem que os prefeitos se dessem conta de que deviam pagar.
• Escola técnica
A Apeoesp enviou fax ontem à noite informando que usará a tribuna livre da Câmara, no começo da sessão de hoje, para falar sobre a transformação da escola Rodrigues de Abreu em uma unidade da escola técnica Paula Souza. Não informou se discursará contra ou a favor.
• Trombada
O grupo do sindicalista do setor de energia Jesus Garcia, que encabeçava a chapa “Ética na Política”, anunciou anteontem que vai se retirar da disputa da eleição que apontará o comando PT de Bauru, agendada para 18 de setembro. Mas segundo a presidente da executiva petista, Estela Almagro, a chapa do sindicalista já havia sido impugnada. A alegação é de que seus membros não estavam em dia com a mensalidade cobrada pelo partido.
• Divisão eterna
É lamentável a situação do PT por tudo o que todos já sabem. Em Bauru, há uma particularidade em relação a outros diretórios. As divisões internas são intermináveis. Entra ano sai ano e as correntes se digladiam pelo controle da legenda. O curioso é que ninguém deixa o partido para se filiar a outro ou até fundar uma sigla diferente. Por que será?
• Luta de décadas
Não se trata de uma disputa saudável, que se restringe ao embate político/ideológico, mas de uma guerra que muitas vezes vai ao campo pessoal. Por isso, talvez, a população bauruense não elege integrantes petistas para cargos-chaves da cidade, como prefeito e deputado. Trata-se de um círculo vicioso que dura décadas e já afastou muita gente boa do partido. Hoje dá para entender um pouco melhor o porquê disso tudo.