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Da Redação
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• Provocações

O reajuste salarial de 0,1% para o funcionalismo municipal, aprovado ontem por unanimidade pelos vereadores, foi motivo de uma áspera discussão entre o líder do prefeito na Câmara, Faria Neto (PDT), e o parlamentar Primo Mangialardo (PV). Os dois trocaram provocações no plenário durante a sessão legislativa.

• Farpas trocadas

Enquanto Faria Neto discursava sobre as dificuldades financeiras da prefeitura, Mangialardo pediu um aparte e se dirigiu à administração de forma irônica. O pedetista se irritou, chamou o colega de “engraçadinho”, disse que teve mais votos do que ele nas eleições passadas e enfatizou estar em seu terceiro mandato. Mangialardo, que está debutando no Legislativo, preferiu não dar seqüência à discussão.

• ‘Parreira é 12’

O vereador João Parreira (PSDB) também defendeu o índice oferecido pelo prefeito Tuga Angerami (PDT). Ao descer da tribuna, percebendo que alguns parlamentares da oposição faziam cara feia para seu discurso, o tucano botou mais lenha na fogueira. “Sou da ala mais ‘tuguista’ do PSDB”, disparou.

• “Não é 12, é 0,1%”

Só para lembrar, o 12 foi o número de Tuga como candidato a prefeito. O Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) não perdeu a oportunidade de ironia (já que o pedido de reajuste foi de 11,66% neste ano) e disparou, em sua publicação “Democracia e Luta” que Tuga não é 12, mas 0,1%, referindo-se ao aumento concedido aos servidores.

• Status de secretário

Já a distribuição da publicação do Sindicato dos Servidores no Legislativo, ontem, rendeu pelo menos um comentário apimentado. A verificação do balancete de despesas da entidade gerou observações, na galeria, de que a assessoria jurídica do Sinserm tem status de secretário municipal, em uma referência ao pagamento de R$ 6 mil/mês pela prestação do serviço, valor igual ao do vencimento de um secretário.

• Contra a CIP

O vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) ameaçou, mais uma vez, pedir a revogação da lei que instituiu a cobrança da Contribuição de Iluminação Pública (CIP) em Bauru. Ele está insatisfeito com a escuridão que atormenta muitas ruas da cidade.

• Fome zero

A sessão de ontem teve mais de seis horas de duração e se transformou em uma das mais longas do ano. Para disfarçar a fome, os vereadores João Parreira, Primo Mangialardo, Toninho Garmes (PSDB) e Benedito da Silva (PSDB) atacaram um pacote de salgadinho que estava sobre a Mesa Diretora. Não sobrou nem farelo.

• Rejeição/TCE

Os parlamentares voltam a se reunir hoje, às 14h, para julgar as contas do ex-prefeito Antonio Izzo Filho referentes a janeiro de 1999, rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Amanhã, o plenário analisará o período de fevereiro a dezembro do mesmo ano, quando a cidade passou a ser governada pelo ex-prefeito Nilson Costa.

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