Economia & Negócios

Unesp pode entrar em greve a partir da próxima semana

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Um ano após o encerramento da greve que durou 73 dias, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) poderá novamente suspender suas atividades a partir da próxima quinta-feira. A paralisação ainda depende de aprovação em assembléia e virá em protesto ao veto do governador Geraldo Alckmin (PSDB) ao aumento de 0,43% no repasse de verbas de manutenção para as universidades públicas paulistas.

Se a posição do governo fosse contrária, a Unesp dividiria com a Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) 10% do montante recolhido pelo Estado via Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Atualmente, esse percentual é de 9,57%. A alta consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias/2006, aprovada pela Assembléia Legislativa (AL).

No entanto, os parlamentares voltarão a apreciar o assunto em virtude do veto, que já recebeu parecer contrário da Comissão de Finanças e Orçamento da AL. “Deve ser votado nesta semana ou na próxima”, diz Agnaldo de Jesus Almeida, secretário da comissão.

Para que os deputados estaduais derrubem o veto, as universidades já se organizaram. “Fizemos uma mobilização em São Paulo e o parecer foi unânime”, explica Gilberto Magalhães, diretor-presidente da Associação de Docentes da Unesp (Adunesp) - subseção Bauru.

Contudo, de acordo com ele, o indicativo do Fórum da Seis é para greve por tempo indeterminado. O fórum reúne representantes de seis entidades sindicais e educacionais. Ainda segundo Magalhães, o veto à Lei de Diretrizes Orçamentárias/2006 também esbarra na educação básica e fundamental, pois prevê aumento de 30% para 31% da receita tributária para educação pública paulista.

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