• Constrangimento
Os vereadores Pastor Luiz (PTB) e Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) estão se especializando em se ausentar do plenário, deixando os colegas constrangidos durante processos de votação. As escapadas para resolver outros compromissos até são comuns e consideradas aceitáveis durante os discursos de tribuna, mas durante as votações chegam a ser displicência.
• Sessão parada
O pior é que eles acabam sendo denunciados pela chamada das votações, sempre que os processos são por convocação nominal. E quando não é a chamada que denuncia o ausente, é a campainha implacável do presidente Toninho Garmes (PSDB), que é obrigado a acionar o alarme para que os trabalhos sigam. Ontem, a sessão ficou parada por vários minutos esperando alguém localizar Pastor Luiz. Na semana passada, o mesmo aconteceu com Paulo Eduardo.
• Fortuna e renda
O ex-prefeito de Avaí Faria Neto (PDT) se empolgou na discussão da moção de apelo ao governo do Estado para ampliação dos recursos destinados às universidades públicas e aproveitou para defender a criação de um mecanismo de pagamento adicional de Imposto de Renda (IR) por parte dos ricos que têm filhos matriculados nessas instituições.
• Fosso social
Depois, Faria foi além em seu entusiasmo justiceiro e pregou o imposto sobre fortunas. O vereador Marcelo Borges (PSDB) pegou carona no tema e defendeu o imposto sobre herança. Haja elucubração retórica para tanto imposto. Mas os discursos deles indicam a indignação de todos com o fosso social existente no País.
• Fogo cerrado
Entre um discurso e outro, quem não perde uma oportunidade de lançar frases sobre temas que caem no plenário é o estreante Arildo de Lima Júnior (PP). O pepebista, ex-integrante do Corpo de Bombeiros, não nega fogo em qualquer discussão. Está ativo e com a corda toda.
• Câmara e BO
O vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) foi encaminhado para o Conselho de Ética da Câmara (cujo código foi elaborado a partir de proposta de sua autoria), após o registro de boletim de ocorrência por invasão a propriedade particular. O parlamentar teria entrado sem autorização em uma propriedade da família Maddi para retirar bromélias, que seriam destruídas durante os trabalhos de desmatamento da área. O caso foi parar na polícia, que oficiou a Câmara sobre a postura do parlamentar.
• Banheiro errado
O vereador Marcelo Borges cobrou melhorias nos sanitários da Praça Rui Barbosa. O líder do prefeito na Câmara, Faria Neto, se dirigiu ao microfone do plenário e rebateu as críticas. O problema é que o pedetista saiu em defesa de outro banheiro, o do Terminal Rodoviário. O tucano, por sua vez, só se deu conta do erro do colega quando já havia terminado seu discurso.
• ‘Perigosamente’
O vereador Toninho Garmes é entrevistado pelo programa “FIB Cidadania”, pelo canal 14 da Net, ao longo desta semana. Ele fala sobre as economias que tem feito na Câmara e também afirma que o presidente do DAE, Clemente Rezende, “vive perigosamente” por ter assinado contrato com os Correios sem licitação.