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Da Redação
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• Madureira relator

O presidente do Conselho de Ética da Câmara Municipal de Bauru, vereador Marcelo Borges (PSDB), indicou Paulo Madureira (PP) para ser o relator do processo que envolve o parlamentar Rodrigo Agostinho (PMDB), acusado de invadir uma propriedade particular para retirar bromélias que seriam destruídas durante o desmatamento da área.

• Olhos macabros

Madureira antecipou que irá aguardar o andamento do inquérito aberto pela Polícia Civil para apurar o caso antes de se manifestar a respeito. Nos bastidores, o comentário é o de que alguns vereadores que não simpatizam com Agostinho estariam sedentos para que ele seja indiciado para lutar por sua eventual cassação.

• E os outros?

Agostinho, por sua vez, chegou a reclamar que nenhum vereador envolvido no caso das viagens fantasmas foi denunciado ao Conselho de Ética da Casa. Marcelo Borges rebateu dizendo que está apenas cumprindo sua função enquanto presidente do órgão e que não podia responder pela legislatura passada, pois ainda não era vereador naquela época.

• ‘Excesso’ de grana

A definição técnica para a entrada de receita no caixa da prefeitura acima do previsto no orçamento é “excesso de arrecadação”. É o que está acontecendo desde os primeiros meses do ano no Executivo local. Mas, a partir do setor de Finanças, o governo se incumbe de advertir que o excesso ocorre porque o governo anterior elaborou orçamento conservador. Ou seja, preferiu prever menos dinheiro no caixa do que se projetava para a realidade.

• Uso do dinheiro

Técnico ou não, o fato é que a situação exige que a Secretaria de Finanças proceda a suplementação através de crédito adicional, ou seja, criando dotações orçamentárias extras para gastar o dinheiro a mais que entra no cofre. É o que aconteceu na semana passada, quando o governo criou mais R$ 6,5 milhões para utilizar o excesso de R$ 5 milhões que se acumulou no caixa.

• DAE e Correios

Já comentamos na coluna que não é razoável a tese política do DAE de negar as relações que circundam as operações de prestação de serviços de leitura e entrega de correspondências pelos Correios. Se é certo que o DAE não tem relação direta com as contratações feitas pela estatal em outro plano, também é óbvio que se essas operações tiverem qualquer vício, vão gerar um efeito sobre o serviço a ser prestado aqui.

• Efeito cascata

Afinal, máquinas Dolphin 7300, cujas compras estão sob investigação da CPI dos Correios, em Brasília, estão fazendo leitura em Bauru. Se estiver tudo certo por lá, tudo bem. Mas se houver superfaturamento lá, a consequência chegará em nosso quintal, porque o equipamento estaria com preço fora da realidade.

• Poupatempo

O governo do Estado modificou alguns itens do edital de licitação para contratação da empresa que fará o projeto de reforma do prédio do Posto de Sementes, escolhido para abrigar o Poupatempo de Bauru. Com isso, a data máxima de entrega das propostas para a tomada de preços foi prorrogada para o dia 9 de setembro.

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