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Hebraica x Uniara abre Campeonato Paulista

Da Redação
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São Paulo - O Campeonato Paulista de Basquete Masculino começa hoje, às 20h, com Hebraica x Uniara, na Capital. As duas equipes estão no Grupo B, ao lado de Americana, Franca, São Bernardo, XV de Piracicaba, Assis, Limeira e Santo André/São Paulo.

Bauru está na competição representada pelo Sukest-Plasútil, que integra o Grupo A ao lado de Ribeirão Preto, Casa Branca, Paulistano, São Carlos, Bandeirantes (Rio Claro) São Caetano e Pinheiros. Este último, rebaixado no ano passado junto com a Unisanta, mas incluído sem maiores explicaçõe por parte da Federação Paulista de Basquete (FPB).

O time de Bauru entra na competição com uma equipe jovem, sem estrelas e sob o comando do técnico Raul Togni Filho. O ex-armador substitui Antonio José Paterniani, o Tom Zé, que se transferiu para Brasília. A estréia dos bauruenses será diante do Pinheiros, neste domingo, às 18h, em São Paulo.

A fórmula de disputa do torneio é bastante complicada. Na primeira fase as equipes se enfrentarão dentro das chaves, em turno e returno. Classificam-se seis em cada grupo. A seguir, estas 12 equipes jogarão em dois turnos e os seis melhores se classificam para os mata-matas. O sétimo e o oitavo colocados disputam uma repescagem com as duas melhores equipes que haviam caído na fase inicial. Após a definição dos dois classificados, haverá duelos eliminatórios em melhor-de-cinco até a decisão.

A Uniara é favorita no jogo de hoje, já que foi vice-campeã do Torneio Início, realizado na semana passada em São Carlos para apresentar os participantes do Estadual - Franca foi campeã.

A equipe de Araraquara reformulou o seu elenco no início do ano, trouxe alguns jogadores novos e também aproveitou atletas formados em suas categorias de base. Os principais reforços da Uniara para esta temporada são os pivôs William Drudi (ex-São José dos Pinhais-PR) e Thomas (ex-Franca e que estava no basquete universitário norte-americano). Os outros destaques do elenco são Tiagão (pivô), Gilsinho De Jesus (ala), Ricardo (armador) e Edu (ala).

A Hebraica chega para o Estadual com a mesma proposta da temporada anterior, ou seja, conta com uma base jovem e aproveita os atletas formados em suas categorias de base. Os destaques da equipe da Capital são os alas Fernando Fischer, que começou na própria Hebraica e passou por algumas equipes do Estado, e Victor, que disputou o Nacional pelo Mogi/Corinthians, além do pivô Rafael Sabbag e do ala-armador Tiago Tomazini.

No entanto, um fato que chama a atenção para o Paulista deste ano é a volta da principal rivalidade do Estado nos anos 90. O Rio Claro retorna após ausência de oito anos. Já o Franca volta a ter um time de ponta para buscar um título que não vê desde 2000. Principais forças de São Paulo na década passada, Rio Claro e Franca duelaram em três finais de Paulista e uma de Nacional.

Com patrocínios fortes, como Cesp e Blue Life, o time de Rio Claro conquistou, nos anos 90, quatro Paulistas (1991, 93, 94 e 95) e dois Nacionais (1992 e 95). Já Franca, mais tradicional cidade do basquete brasileiro, viveu uma de suas melhores fase no período, quando ganhou três Paulistas (1990, 92 e 97) e seis Nacionais (1990, 91, 93, 97, 98 e 99).

A base daquele time vencedor voltou à cidade, com a chegada dos armadores Helinho e Demétrius, do ala Rogério e do técnico Hélio Rubens. O clube também conta com atletas que já encerraram a carreira em cargos de comando, como o Fernando Minucci, gerente de esportes; Paulão, que dirige o elenco juvenil e o ex-ala Chuí, técnico do time.

O Rio Claro, por sua vez, tem ambições mais modestas. O time, que será dirigido por um francano, Guerrinha, quer fazer campanha honrosa e buscar patrocínios.

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