O auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seccional Bauru será sede de um debate sobre corrupção, na próxima sexta-feira, às 20h. O tema “No Corruption†faz parte de uma campanha que a rede de escola de idiomas Yázigi está lançando nacionalmente em parceria com a ONG Transparência Brasil para debater as recentes denúncias de corrupção na política brasileira e, assim, ajudar a população a entender melhor este processo.
O diretor do Yázigi em Bauru, Marco Campagnucci, acredita que somente cidadãos conscientes poderão se envolver e participar do processo de conquista de um País mais justo. “Queremos ser esse agente provocador, para que a população se engaje na luta contra a corrupção, uma luta que é de todos nósâ€, frisa. â€œÉ também responsabilidade da escola criar um ambiente propício para o debate, fornecendo informações e construindo em conjunto uma nova consciência, capaz de envolver e mobilizar a sociedade para a conquista de um país mais justo, permeado pela paz e igualdadeâ€, diz o material de divulgação da campanha.
As sucessivas denúncias de escândalos e prática de corrupção, na opinião de Campagnucci, não são compreendidas por toda a população, em que o debate se propõe a ajudar. “Vamos discutir o assunto com pessoas esclarecidas, que interpretam melhor a situação em todos os seus aspectos. Convidamos cinco pessoas e um mediadorâ€, relata.
Vão participar do debate os advogados Paulo Lauris e Caio Silva Santos, o economista Reinaldo Cafeo, a delegada de polícia Marilda Pinheiro e o gerente de produtos editoriais do Jornal da Cidade, João Jabbour. O evento terá como mediador o jornalista Giuliano Tamura.
O projeto “Às Clarasâ€, da ONG Transparência Brasil, fundada em 2000 que atua no combate à corrupção, foi selecionado pelo Yázigi para receber o dinheiro arrecadado com a venda de pulseiras “No Corruptionâ€. O projeto “Às Claras†tem como objetivos traduzir para o cidadão comum dados técnicos sobre a prestação de contas de partidos e candidatos, realizar análises para verificar a coerência e confiabilidade destes dados, identificar padrões de financiamento privado e medir riscos de corrupção.
Marco Campagnucci lembra que a escola tem que exercer sua finalidade educadora. “A rede Yázigi já participou de várias campanhas que favorecem a formação da cidadaniaâ€, relata.
Em 1996, na campanha Magic Whiskes, os alunos levantaram junto às suas comunidades as necessidades. Posteriormente, a rede de escolas participou da confecção de uma cartilha que mostrava alguns caminhos que deveriam ser tomados para evitar a corrupção nas prefeituras.
Serviço
A pulseira “No Corruption†custa R$ 4,00 e está à venda no Yázigi Altos da Cidade (rua Antônio Alves, 22-78) e Higienópolis (avenida Rodrigues Alves, 15-81). O debate sobre corrupção, na sexta-feira, às 20h, na OAB, é aberto à participação da população.