Não faltam provas de que, cada vez mais, os veículos constituem-se como grandes “motores” da economia nacional. Uma delas foi a notícia publicada no site Carsale sobre a participação dos automóveis nos negócios feitos via rede mundial de computadores.
A E-Consulting e a Câmara-e.net (Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico) divulgaram o índice de Varejo On-line (VOL), que informa todas as transações financeiras realizadas na Internet brasileira. Segundo o índice, a categoria de automóveis representou, somente no primeiro semestre de 2005, 62,4% (R$ 2,9 bilhões) dos R$ 4,6 bilhões movimentados na Web.
Os fabricantes e revendedores de veículos ficaram na frente do setor de bens de consumo, que foi responsável por 23,1% das transações (R$1,06 bilhão), e do setor de turismo, que movimentou R$ 664,3 milhões (14,4% do total). Segundo o relatório, o resultado do primeiro semestre deste ano é 30,7% superior ao consolidado em igual período de 2004. Para o ano, a expectativa é de que os negócios realizados na Internet fiquem na casa dos R$ 9,8 bilhões.
Por isso, não é por acaso que especialistas em mercados eletrônicos afirmam que estar fora da Internet é sinônimo de fracasso comercial. Qualquer empresa que se preze - e as montadoras sabem muito bem disso - está ligada à web de alguma forma para associar, no mínimo, sua identidade à tecnologia. É aquela velha história: quem não é visto não é lembrado.