Monza - Pela sétima vez em 15 finais de semana de F-1, Kimi Raikkonen era ontem a imagem da decepção. Porque mais uma vez foi vítima de um problema com o carro. Mas principalmente porque, cada vez mais, vê o campeonato cair no colo de Fernando Alonso.
O finlandês teve o terceiro motor quebrado no ano e perdeu dez postos no grid. Aconteceu na última volta do último treino livre. A punição pela troca de propulsor arrancou uma pole certa de suas mãos: mais rápido na sessão oficial, ele largará apenas em 11º.
A ponta do grid para o GP de Monza, às 9h (de Brasília), foi herdada por seu companheiro de McLaren, Juan Pablo Montoya. Alonso larga no seu encalço, em segundo. Um desastre para Raikkonen e para a equipe inglesa, que chegaram a Monza anunciando um plano de cinco dobradinhas nos cinco GPs que restam em 2005.
O motivo, os 24 pontos de vantagem que Alonso tem no Mundial. Caso os rivais terminem a prova nas mesmas posições da largada, o espanhol pode fechar o campeonato já no próximo domingo, em Spa-Francorchamps.
“Não é a primeira vez que uma coisa assim acontece e infelizmente isso pode decidir o Mundial. Certamente, essas quebras não facilitam a minha vida”, disse Raikkonen, em um desabafo. Neste ano, ele já havia sofrido com quebras de motor na Inglaterra e na França.
Em outras três corridas, Europa, San Marino e Alemanha, abandonou com o carro quebrado quando liderava - a vitória sobrou para Alonso em quatro dessas cinco provas. Na Turquia, há dois domingos, outra decepção: Raikkonen venceu, mas viu Montoya errar a duas voltas da bandeirada e entregar o segundo posto a Alonso.
“Não temos o carro mais rápido, mas estamos conseguindo chegar e isso tem contado muito”, definiu Alonso, que disse querer oferecer uma vitória amanhã a seu mestre, Flavio Briatore. Mais contido, o italiano cobrou sobriedade de seu discípulo.
“Não vamos arriscar”, afirmou. Entre os brasileiros, o mais bem classificado é Rubens Barrichello, que sai em sétimo. Felipe Massa é o 15º.
Já Antonio Pizzonia, que substitui Nick Heidfeld - com dores de cabeça - na Williams larga em 16º. O piloto vai disputar um grande prêmio após um ano de ausência. Coincidentemente, a última corrida de Pizzonia foi em Monza, em 2004, quando substituiu o alemão Ralf Schumacher, que havia sofrido um acidente do GP dos Estados Unidos. Na ocasião, o brasileiro terminou a prova na 13ª colocação.