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País subiu 14 posições no ranking desde 1990

Folhapress
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Rio - Um retrato por um período mais longo de tempo da evolução do IDH brasileiro mostra que o país conseguiu subir, de 1990 a 2003, 14 posições no ranking de 136 países que, desde a década de 1990, têm dados que permitem a comparação nesse período. Apenas quatro países (China, Nepal, Albânia e Oman) subiram mais posições no ranking do que o Brasil, enquanto outras cinco nações apresentaram a mesma evolução, em termos de posições ganhas, que o Brasil: Irlanda, Chile, Malásia, Líbano e Bangladesh.

O relatório do Pnud é divulgado anualmente com uma defasagem média de dois anos do ano da publicação do relatório em relação à estatística mais atualizada de cada país. Com isso, os dados do relatório deste ano retrataram, na maioria dos países, uma realidade referente a 2003, da mesma maneira que o relatório de 1992 retratava, em sua maioria, a situação de 1990.

A cada ano, no entanto, o Pnud faz uma nova série histórica para permitir a comparação da situação atual do país em um período maior de tempo. É por isso que, sempre que ocorrem mudanças metodológicas, os relatórios não podem ser comparados. Porém, para possibilitar a verificação da tendência dos países, o relatório usa novas séries estatísticas para recalcular os índices dos anos de referência -de cinco em cinco a partir de 1975.

Ao analisar essa série histórica a partir de 1990, percebe-se que a China foi o país que mais avançou em comparação ao dado deste último relatório, com estatísticas referentes a 2003. Nesse período, o país o país pulou da 88.ª posição em 1990 para a 69.ª em 2003.

O Brasil, nesse mesmo período, pulou da 65.ª para a 51.ª entre os 136 países para os quais é possível fazer essa série histórica desde 1990, já que nem todos os 177 países do relatório atual já faziam parte do levantamento no início da década passada. Com essa evolução, o país acabou ultrapassando, no ranking, algumas nações vizinhas ou em desenvolvimento, como Colômbia, Venezuela e Tailândia.

No caso brasileiro, se for feita uma análise desde 1995, o número de países para os quais é possível fazer a comparação subiria para 145 e o país ganharia cinco posições no ranking, subindo da 54.ª para a 59.ª. Em 2002, o governo brasileiro ganhou um prêmio do Pnud pela melhoria no Índice de Desenvolvimento Humano.

Entre os países que mais perderam posições no ranking estão principalmente nações que enfrentam a epidemia de aids ou que passaram por guerras recentemente, além das nações que sofreram desestruturação econômica com o fim da antiga União Soviética.

A maior de todas as quedas no ranking é da África do Sul, país que em 1990 ocupava a 55.ª posição entre 136 países e tinha IDH de 0,735, o que a deixava mais próximo das nações com alto desenvolvimento humano (IDH acima de 0,800).

Em 13 anos, no entanto, a diminuição da expectativa de vida por causa da epidemia de aids fez o país cair 36 posições, ficando na 93.ª posição do ranking, com IDH de 0,658, mais próximo das nações de baixo desenvolvimento humano (IDH abaixo de 0,500).

A segunda maior queda no ranking é da República da Moldova, ex-território da antiga União Soviética, que caiu 34 posições no ranking, passando da 55.ª para a 89.ª. A própria Rússia, principal país que fazia parte da União Soviética, também apresentou queda significativa no IDH e saiu do grupo de nações de alto desenvolvimento humano em 1990, quando seu IDH era de 0,817, e passou a fazer parte do grupo intermediário em 2003, com IDH de 0,795, o que ocasionou uma queda de 16 posições no ranking. No caso das ex-repúblicas soviéticas, além da epidemia de aids, o Pnud cita a desestruturação econômica causada após o colapso do antigo regime.

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