O prefeito Ed Carlos Marin (PSDB) nega que a Prefeitura de Balbinos tenha cometido alguma irregularidade na contratação temporária dos 20 ajudantes gerais e de um pedreiro, em agosto de 2003.
Segundo ele, o edital teria sido enviado ao jornal Gazeta de Pirajuí antecipadamente para divulgação e conhecimento público. Além disso, a prefeitura diz ter pago pela publicação. “Se houve alguma falha não foi da prefeitura”, defende-se o prefeito.
Sobre o processo seletivo, Ed Carlos disse que o mesmo ficou sob a responsabilidade de uma comissão e ele não teria tido nenhuma influência na elaboração das provas, muito menos nos resultados.
O prefeito disse que o promotor chegou a questionar se os contratos haviam sido prorrogados por mais seis meses por interesse político de Ed Carlos, que concorria à reeleição. “Se eu tivesse interesse (político), não teria demitido todo mundo (os 21 temporários) dois meses antes da eleição. Uma parte (dos dispensados) ficou contra mim”, alegou o prefeito.
Ed Carlos atribuiu a denúncia a motivações meramente políticas por parte do vereador Paulo Sérgio Guandalin (PTB). Nem o prefeito nem Orlando Aparecido Moreira, proprietário da Gazeta de Pirajuí, haviam sido notificados da acusação do Ministério Público até ontem.
Por orientação de seu advogado, Moreira informou que não iria se pronunciar sobre o assunto antes de saber oficialmente o teor da denúncia feita pelo promotor Rodrigo de Moraes Garcia. Ele disse apenas que pode ter havido uma confusão na diagramação da edição do dia 5 de julho de 2003, mas isso não significaria que houve qualquer erro na publicação do edital da Prefeitura de Balbinos. O caso será julgado agora por um juiz da Comarca de Pirajuí.