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Petistas ainda apostam na vitória do grupo de Dirceu

Folhapress
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São Paulo - O chamado “Campo Majoritário”, corrente do PT da qual faz parte o deputado José Dirceu (SP) ainda deve ter força dentro da legenda após as eleições internas do PT de hoje. O grupo de petistas ligados a Dirceu, que dominava o partido desde 1995, foi o grande “alvo” das demais correntes do PT, que responsabilizaram o “Campo” pela maior crise da legenda em seus 25 anos.

“Essa crise não significa que o Campo Majoritário será derrotado. Eles construíram uma rede de apoio muito grande em nível nacional”, afirma o deputado Dr. Rosinha (PR). Ele diz, no entanto, que o resultado desse grupo nas eleições não será o mesmo de 2001, quando dominaram 60% da cúpula do partido.

No PT, as as chapas ocupam posições no diretório nacional do partido (a instância máxima de decisões) conforme seu desempenho nas eleições: quanto mais votos, mais “posições” dentro da cúpula.

Dentro da legenda, é cada vez mais consensual que a disputa pela presidência deve ocorrer em dois turnos, sendo que o segundo está previsto para o início de outubro. O quadro previsto é uma disputa entre Ricardo Berzoini, candidato do “Campo Majoritário”, e “outro”, que pode ser Raul Pont, Valter Pomar ou Plinio de Arruda Sampaio.

Apesar de seu apoio ao candidato Raul Pont, o parlamentar admite que o outro candidato, Plinio de Arruda Sampaio também é bastante competitivo e é um forte candidato a ir para um eventual segundo turno. Em um eventual segundo turno, o deputado afirma ter “absoluta certeza” que Pont e Sampaio devem se apoiar mutuamente contra a candidatura do “Campo”.

O deputado estadual Carlos Almeida, do PT de São Paulo, sinaliza o grau de reação dentro da legenda ao “Campo Majoritário”. Apesar de ser vinculado ao grupo, Almeida não pretende votar em Berzoini e afirma que seu candidato é Valter Pomar.

A cédula de votação permite que o militante apóie os representantes de uma chapa e vote, se quiser, no candidato a presidente de outra chapa. “Do ponto de vista programático, eu tenho identidade com a chapa do Campo Majoritário. Agora, eu acho que ter um candidato que não seja do Campo Majoritário é muito positivo para o partido”, afirma o deputado.

Ele não acredita que as eleições internas sejam um “julgamento” do “Campo” mas admitiu que essas eleições devem servir para uma descentralização do poder na cúpula do partido. “No Campo Majoritário, há muita gente que ajudou a construir o partido e ainda vai ajudar muito”, diz ele.

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