Regional

Mulheres ex-trabalhadoras da roça hoje são costureiras em Marilândia

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Uma cooperativa de mulheres do pequeno povoado de Marilândia trocou a roça pela máquina de costura. Foi através de uma verba vinda da Alemanha através do padre Lima que a cooperativa se instalou. Naquela época, as mulheres bordavam para algumas empresas de Ibitinga. Hoje, elas costuram para empresas da Capital.

A cooperativa de Marilândia é formada por dez mulheres. Apesar de ter sido fundada em 1988, ela passou pelo menos dez anos fechada, porque as bordadeiras não tinham mais serviço. Até que as mulheres se uniram e foram fazer um curso de costura oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

A costureira Zilda Crivelaro Lenharo explica que, após o curso, elas resolveram reativar a cooperativa. Com a ajuda da igreja e da comunidade, elas conseguiram verba para adquirirem mais máquinas. “Fizemos uma quermesse e compramos duas máquinas e instalamos o alarme no prédio para nossa segurança.”

Atualmente, as mulheres costuram lençóis e fronhas para uma empresa da Capital. “No final do mês nós recebemos o dinheiro, pagamos as despesas e dividimos entre nós. Em média retiramos R$ 200,00. A vantagem em relação à roça é que não ficamos longe de casa e não trabalhamos sob o sol.”

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