Regional

Para ambientalista, o Interior não é aterro sanitário da Capital

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

"O Interior não é aterro sanitário da Capital."Este é o lema do ambientalista de Barra Bonita Hélio Palmesan. Para ele, o Tietê tem de ser despoluído. “Hoje a situação não está das piores nem das melhores. Fica no meio-termo. Conquistamos alguns avanços, mas há muito a ser feito. Rios como o Tâmisa foram trabalhados quase 30 anos para despoluir; e o Tietê não vai fugir muito disso. Eu acredito que em cinco anos o paulistano vai poder ver os primeiros cardumes.”

O projeto de execução das obras do Tietê começou na década de 60 com o fracassado projeto Sanegran. Em 1992, iniciou-se o projeto Tietê, cujo investimento na Capital é de US$ 3,5 bilhões. Das 1.200 indústrias que alguns anos atrás jogavam seus afluentes no rio, mais de 900 delas tratam hoje seus dejetos.”

Em São Paulo, de acordo com ele, foram construídas mega-estações de tratamento. Elas já estão prontas. Agora está na fase da confecção da rede coletora. No subsolo de São Paulo está sendo instalado uma rede coletora de quase 5.000 quilômetros, que vai atender também os municípios da Grande São Paulo”

Palmesan explica que a estação seria como coração e a rede como as artérias espalhadas pelo nosso corpo. “Quando as redes coletoras estiverem prontas, poderemos dizer que o paulistano vai começar a ver os primeiros cardumes de peixes, aqueles que resistiram à poluição, como o cará e o cascudinho.”

A melhora não vai ser só na Capital. “Os mais beneficiados seremos nós, que estamos no Interior. Na luta contra o lixo flutuante fomos vitoriosos. Recebíamos aqui uma média de 200 toneladas de garrafas pet e todo tipo de material flutuantes por semana.”

Graças ao aumento do valor agregado dessas pets, muitas famílias passaram a fazer a coleta, evitando que elas fossem jogadas no rio.

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