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Em Avaí, produtores rurais são contra; prefeito cala-se

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Embora aparentemente a construção das unidades prisionais em Avaí já esteja definida, a situação entre a população é inquietante. Um grupo de produtores rurais posiciona-se contra a instalação das duas penitenciárias. O prefeito Paulo Sérgio Rodrigues (PSDB) preferiu não atender a reportagem do Jornal da Cidade para comentar o fato. Através deu sua secretária, disse que o assunto não está definido.

A Câmara Municipal deverá votar amanhã, durante a realização da sessão legislativa semanal, projeto de lei que proíbe a construção de unidades prisionais na cidade. Independentemente do resultado, a instalação das penitenciárias ainda vai gerar muita polêmica entre os moradores e a classe política.

A exemplo de Presidente Alves, a administração também promoveu uma consulta popular para saber a opinião da população sobre o assunto. Trezentos moradores disseram sim à construção das unidades e 30 se posicionaram contra. O município tem cerca de 4 mil habitantes.

Mas um grupo de produtores rurais garante que a consulta foi realizada sem alarde e sem a participação da população rural. “A consulta poderia ter sido mais democrática, com ampla divulgação”, diz Ernesto Guimarães, produtor rural. Ele é contra a instalação dos presídios.

â€œÉ engano achar que eles vão trazer progresso para a cidade. O efeito será maléfico. O prefeito e sua equipe poderiam incrementar o nosso potencial turístico e não investir em presos”, critica. A opinião de Guimarães é reforçada por Guido Herweg. “Avaí é um dos municípios de maior extensão territorial do Estado. O governo municipal poderia incentivar e investir na produção agrícola”, opina.

Ele informou que não ficou sabendo da consulta realizada pela prefeitura para saber a opinião da população sobre a construção dos presídios. “Meus funcionários que moram na fazenda também desconhecem a promoção da consulta”, conta.

A professora de história Jacy Guedes de Azevedo também é contra a instalação das unidades. “Não existe penitenciária de segurança máxima porque não existe pessoas que são íntegras ao máximo. O ser humano é corruptível”, avalia. Na opinião dela, a intenção até pode ser boa, mas a cidade terá problemas a longo prazo com a chegada dos presídios. “O problema do desemprego é mundial. E não serão as prisões que vão resolvê-lo”, diz.

A mesma avaliação tem Marcos Azevedo, produtor rural. “Para uma cidade que não tem nada, a construção das penitenciárias parece que vai resolver tudo. Na verdade, vamos passar a conviver com a criminalidade. Ao invés de comprar terrenos para instalar presídios, o prefeito poderia construir uma escola agrícola”, opina.

Para afastar qualquer tentativa de investida por parte do governo do Estado, a Câmara Municipal de Iacanga aprovou por unanimidade, na última quinta-feira, projeto de lei de autoria do vereador Ronaldo Rufato (PSDB) que proíbe a construção de unidades prisionais na cidade. “Trata-se de uma prevenção”, diz Alexandre Márcio de Souza Abdala, assessor jurídico do Poder Legislativo.

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