Cultura

Cineclube exibe documentário sobre dom Helder Câmara

Da Redação
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O Cineclube Aldire Pereira Guedes exibe hoje o documentário “Dom Helder Câmara – o Santo Rebelde”, de Érika Bauer, às 20h, no Automóvel Club de Bauru. A sessão é uma parceria com o projeto Cinema nos Correios, Secretaria Municipal de Cultura (SMC), Cineclube da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Núcleo de Cinema de Bauru.

“Dom Hélder Câmara – O Santo Rebelde” é um documentário sobre a vida do arcebispo de Olinda e de Recife dom Helder Câmara, que teve um importante papel durante a ditadura militar ao manifestar-se publicamente contra diversas medidas adotadas pelo regime. Muitas de suas declarações foram censuradas e só vieram a público fora do Brasil. O filme brasileiro é de 2004 e tem 74 minutos de duração.

A sessão do documentário marca o lançamento do Circuito Nacional da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD), projeto embrião de uma futura difusora de filmes alternativos. De acordo com a assessoria de imprensa da SMC, a proposta consiste em exibir a mesma programação em rede nacional, no mesmo dia e hora (de Brasília), seguida de debate, em todas as capitais do País e várias cidades do Interior, principalmente onde há cineclubes ou representação da ABD. A iniciativa tem apoio do Congresso Brasileiro de Cinema.

Em carta divulgada à imprensa, o vice-presidente da ABD Nacional, Hermano Figueiredo, batiza os cineastas brasileiros sem espaço no circuito comercial de “sem-tela” e afirma não haver sentido em produzir cinema brasileiro com dinheiro público se ele não pode ser visto pela população. No “Manifesto dos Sem-Tela”, ele explica como o movimento pretende ser uma usina de projetos, viabilizados por leis de incentivo, parcerias com órgãos públicos, organizações não-governamentais, empresas e associações comunitárias, entre outras, na tentativa de democratizar o cinema.

“É preciso que se tome consciência que a cota de tela não é a solução. Pode-se impor a permanência do filme brasileiro, mas isto não significa sucesso de público. O cinema brasileiro precisa é de ‘cota de público’, fatias de mercado e investimentos que favoreçam a formação de platéias. Precisa levar o cinema para a escola, praças, ruas, velas de embarcações, paredes de edifícios, de igreja”, diz o manifesto.

• Serviço

Sessão de “Dom Helder Câmara – O Santo Rebelde” às 20h, no Automóvel Club de Bauru. Ingressos a R$ 1,00, destinados à produção do filme, podem ser adquiridos na Secretaria de Cultura, na avenida Nações Unidas, 8-9, até 17h. Informações: (14) 3235-1088.

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