Os veículos bicombustíveis fazem sucesso estrondoso no País. Não é por acaso que, até o primeiro semestre deste ano, eles "morderam" 40% das vendas do mercado automotivo nacional.
Não é preciso ser gênio para pensar que esses modelos têm qualidades. A principal delas é a razão que sustentou sua criação: a liberdade de escolher entre o álcool, a gasolina ou a mistura dos dois. Com isso, eles estão se tornando cada vez mais valorizados no segmento. Tanto que, atualmente, são os que menos sofrem com a desvalorização natural ao passar dos anos.
Entretanto, eles também não são unanimidade. Há quem os critique pelo fato de gastarem mais combustível quando comparados com os "antigos" carros equipados com motores exclusivamente a álcool ou gasolina.
E foi justamente esta questão que motivou o AutoMercado & Cia a fazer uma reportagem sobre o assunto, a principal da edição de hoje. Nela, engenheiros admitem que, por uma série de razões técnicas, eles são um pouco mais "gastões" que os automóveis que não contam com o sistema.
Entretanto, os entrevistados também apontam que essa tendência de maior consumo - nada exagerado, diga-se - não diminui, na prática, as vantagens de se continuar utilizando o álcool como combustível preferencial dos flex, recurso adotado pela maioria dos donos de carros com essa tecnologia.