Dentre as principais necessidades apontadas na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Regional (Coder), a construção de um laboratório para análise do solo mostrou-se a grande prioridade da região. “O solo é o coração do agronegócio”, destaca Paulo Roberto Artioli, empresário do setor canavieiro de Lençóis Paulista.
A implantação do laboratório é uma reivindicação antiga da região. De acordo com a titular da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sagra) de Bauru, Maria Eugênia Gracia, o pedido já foi apresentado e ratificado reiteradas vezes junto ao governo estadual, sem nenhuma resposta até agora.
“O projeto prevê um investimento de aproximadamente R$ 400 mil. É muito pouco se você pensar na importância dele para o setor e se considerar que o laboratório vai beneficiar mais de 20 municípios”, salienta Gracia.
Segundo Artioli, uma associação de produtores canavieiros de Lençóis montou um laboratório de análise do solo. Inicialmente, o laboratório atendia produtores de toda a região. “Mas nossa demanda tornou-se tão grande que fomos obrigados a restringir as análises aos associados e ainda assim, hoje, o resultado demora cerca de 20 dias”, informa.
Gracia observa que, atualmente, a única opção dos produtores é remeter amostras de solo a laboratórios distantes. “A análise custa R$ 15,00 em média e o envio custa R$ 10,00. É incoerente”, alega.
Para o presidente do Sindicado Rural de Bauru e Região, Maurício Lima Verde, as reivindicações do Coder precisam estipular um prazo para que o governo se manifeste. “Os municípios apresentam a solicitação, as autoridades dizem que vão estudar e não dão retorno. Nós devemos uma resposta à opinião pública e por isso temos que estabelecer um prazo para a resposta oficial”, acrescenta.