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Lula autoriza venda de ações da Nossa Caixa paulista a estrangeiros

Folhapress
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São Paulo - Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro Antônio Palocci (Fazenda) reconhece como “de interesse do governo brasileiro” a venda de participação acionária de até 49% do banco paulista Nossa Caixa para estrangeiros. Publicado ontem no Diário Oficial da União, o decreto é mais uma etapa necessária para que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), possa concretizar o plano de vender ações do banco estadual na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Alckmin planeja abrir o capital da instituição financeira sem a transferência de seu controle, que permaneceria nas mãos do Estados. O projeto prevê a venda de até 25% das ações ainda em 2005. No segundo trimestre deste ano, a expectativa do presidente da Nossa Caixa, Carlos Eduardo da Silva Monteiro, era de levantar cerca de R$ 700 milhões com o negócio.

Procurada, a assessoria de imprensa da Nossa Caixa se recusou a fazer uma projeção mais atualizada e informou que a instituição está impedida de fornecer informações sobre o negócio pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). No final de agosto, o Conselho Monetário Nacional (CMN) já havia autorizado a entrada de capital estrangeiro na Nossa Caixa. A autorização do CMN, no entanto, ainda precisava ser regulamentada.

Palocci enviou a Lula uma exposição dos benefícios com a venda de parte das ações do banco. O presidente aprovou o pedido e, a partir de agora, regulamentações posteriores serão feitas pelo Banco Central. A instituição financeira teve um lucro de R$ 379,5 milhões no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 160% sobre o mesmo período do ano passado. O banco tinha, ao final de junho, 505 agências e ativos no valor de R$ 30,2 bilhões. Em maio, o banco estadual vendeu o controle acionário (51% das ações) de sua subsidiária de seguros e previdência para a Mapfre Vera Cruz Seguros por R$ 225,8 milhões.

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