Bairros

Cooperativa deverá incluir somente ‘catadores’

Da Redação
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A Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), em conjunto com alunos da Faculdade de Serviço Social da Instituição Toledo de Ensino (ITE), está realizando pesquisa com os catadores de lixo reciclável do município com o objetivo de levantar dados para traçar um perfil desses trabalhadores e, futuramente, estudar a possibilidade de criar uma cooperativa para eles.

Inicialmente, estão sendo priorizados os coletores de recicláveis que utilizam carrinhos puxados à mão, pois a Sebes entende que incluir os carroceiros poderia distorcer os resultados do levantamento. O órgão entende que existem duas categorias de pessoas que trabalham com carroças, a de coletores de papelão, alumínio, plástico, entre outros produtos, e a dos que atuam no serviço de carreto.

De acordo com a secretária da Sebes, Egli Muniz, os carroceiros que comercializam materiais descartáveis deverão aparecer na pesquisa de maneira tímida, já que os carrinhos coletores são maioria esmagadora na cidade.

Encerrado esse levantamento, previsto para o final de outubro, o próximo passo será iniciar as conversações e discussões sobre a formação da cooperativa. “Nós iremos ouvir os catadores para saber se eles têm intenção de se unir. Caso eles concordem, o projeto continua”, explica Muniz.

No entanto, quando o assunto cooperativa entra em questão, os coletores demonstram um pouco de receio, pois temem que os seus ganhos financeiros serão reduzidos, como é o caso do carroceiro Lincoln Rogério da Conceição. Ele acredita que teria a sua renda mensal diminuída em torno de 50%. “Hoje eu ganho quase R$ 450,00. Com essa cooperativa, todo mundo vai ganhar a mesma coisa e eu passaria a receber cerca de R$ 200,00 por mês”, calculou.

Mas não é isso o que pensa Carlos Barbieri, secretário municipal do Meio Ambiente e que também está diretamente envolvido com a questão dos carroceiros. “Quando eles vendem para um intermediário, eles estão recebendo um terço do que vale o material deles. E, colocando esse material em conjunto com todos, vão ganhar o que o intermediário ganha”, explica.

A questão ainda promete gerar muita polêmica, mas, de acordo com Egli Muniz, a última palavra caberá aos catadores. “Eles deverão decidir o que é melhor para eles. Nós estamos aqui para ajudar e oferecer uma opção”, finaliza.

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