Regional

Em 1980, economia sofre o maior golpe

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Cravada na história da economia da cidade está a falência da Resegue, uma empresa que produzia óleo combustível na década de 80. Na época, mais de 1.000 funcionários foram dispensados e as agência bancárias sentiram na pele o lucro virar prejuízo de uma hora para outra.

O então funcionário do Banco do Brasil José Roberto Della Coletta lembra que na época as grandes operações de crédito eram feitas pelo banco para a empresa. “Foi um choque para a cidade, só não foi maior porque a Resegue não comprava matéria-prima dos agricultores daqui.”

De acordo com ele, a soja, o amendoim e a mamona eram compradas em outra região. “Como ela comprava de fora, a zona rural não foi muito afetada. Na época havia muito café em Bariri, era uma região cafeeira.”

Della Coletta avalia que o maior prejuízo ficou com a cidade. “A arrecadação de impostos caiu muito. Ao mesmo tempo que as empresas menores, que não tinham espaço, se expandiram. O comércio passou a ser movimentado pela área agrícola. A Resegue era muito forte, eles chegaram a fazer exportação de soja e de óleo.”

A agência do Banco do Brasil, segundo ele, era equiparada a de Bauru em termos de movimentação de dinheiro. “A maior movimentação de dinheiro na cidade era da empresa. A cidade teve de se adaptar.”

Comentários

Comentários