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Suspeitos de aplicar golpes em segurados são presos no Paraná

Folhapress
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São Paulo - Quatro suspeitos de integrar uma quadrilha que aplicava golpes em segurados foram presos em Curitiba (PR), pela Polícia Civil. Segundo a delegada Vanessa Alice, que coordenou as investigações, a quadrilha prometia às vítimas o resgate do seguro de vida ou por invalidez a que tinham direito e, em troca, cobravam 10% do valor total da restituição.

“Eles recebiam metade antes, depois depositavam na conta da vítima um cheque roubado e a pessoa sem saber pagava o restante para a quadrilha, antes de descobrir que estava sendo enganada”, disse.

O secretário da Segurança do Estado, Luiz Fernando Delazari, afirma que os estelionatários também tiravam dinheiro de vítimas que estavam na lista de cartórios para serem protestadas. A estimativa da polícia é que a quadrilha, formada por corretores de seguros ativos, já tenha aplicado golpes no valor de mais de R$ 1 milhão.

“Estávamos investigando estes criminosos desde 2003. Apenas na nossa Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas foram registrados mais de cem boletins de ocorrências ligados à ação desta quadrilha”, disse Delazari.

Há suspeitas de que o grupo aplicava golpes em vários Estados desde o começo da década de 90. Segundo a Secretaria da Segurança, os suspeitos foram identificados como Carlos Roberto da Silva, 42 anos, Nelson James Martins, 51 anos, Diomar Domingos Santos de Araújo, 45 anos, e Marcos Barbosa Cyganczuk, 40 anos. Eles foram presos em Morretes (litoral do Paraná), em uma pousada onde estavam hospedados.

Na Internet

O comerciante Luis Francisco Caselli, 41 anos, foi preso em flagrante ontem suspeito de aplicar golpes em anunciantes de um site de compra e venda pela Internet usando cheques fraudados.

Pelo menos 12 vítimas já o reconheceram, segundo a Polícia Civil. Portando uma carteira funcional falsificada sob o nome de Celso Vagner Diniz Lopes, o suspeito se apresentava como procurador da República, procurador de Justiça ou funcionário do Tribunal de Alçada Criminal.

O pagamento, porém, era efetuado com cheques furtados ou roubados adulterados sob o mesmo nome falso. Caselli foi denunciado por uma vítima e preso em flagrante na avenida Paulista (região central de São Paulo), por uso de documento falso.

A suspeita é que ele esteja agindo há cerca de um ano. Vítimas que vivem nos municípios de Franco da Rocha e Araçatuba já o teriam reconhecido.

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