Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Bosque da discórdia

A reabertura do Bosque do Geisel, ontem de manhã, deixou explícito que não há sintonia entre as lideranças do bairro, ou parte delas, e os dirigentes da Prefeitura e, principalmente, da Secretaria das Administrações Regionais (Sear). Não houve cerimônia de reinauguração e ninguém do governo municipal deu as caras. Contatado pelo JC, o secretário da Sear, Nelson Fio, disse, laconicamente, que daria uma passadinha “mais tarde” por lá.

• Tribunal rejeita multa

Acórdão do Tribunal Regional eleitoral (TRE) de São Paulo decidiu pela improcedência da aplicação de multa de cerca de R$ 53 mil à coligação “Juntos por Bauru”- que tinha o atual prefeito Tuga Angerami como candidato - relativa à divulgação de dados de pesquisa durante a disputa eleitoral do ano passado. O TRE não acolheu os pedidos de inépcia e intempestividade do recurso, mas julgou improcedente a aplicação da multa no processo. Atuaram na defesa da coligação advogados coordenados por Henrique Crivelli Alvarez.

• Por que gastar mais?

De acordo com ata da quin-quagésima reunião do Conselho Curador da Funprev, realizada no último dia 6, os representantes dos servidores na fiscalização dos atos da fundação não colocaram obstáculos ao projeto da atual presidência de mudar de sede. Estaria a presidência da Funprev interessada em imóvel na esquina da 13 de Maio com a rua José da Silva Martha? Qual a razão para dobrar o gasto com aluguel, hoje em R$ 1.800,00?

• Recadastramento

Será que o Conselho Curador da Fundação previdenciária, junto com a presidência do órgão, não considera mais oportuno, para não dizer prioritário, discutir a fundo a composição do cálculo atuarial (para estabelecer cenário de contribuição e despesas ao longo do tempo) e tirar o recadastramento da gaveta?

• Consultoria externa

Contrataram consultoria externa para Funprev, mesmo possuindo um contador no quadro de funcionários. E a despesa com a função exercida com o economista interno - o ex-presidente Varlino Mariano? Eis alguns detalhes que podem interferir no futuro da aposentadoria dos servidores que o Sindicato dos Servidores (Sinserm) poderia olhar um pouco mais atentamente.

• Apreensão natalina

Por falar em Sinserm, há uma apreensão nos ares do Palácio das Cerejeiras quanto ao pagamento do 13º salário dos servidores municipais. É sabido que a prefeitura não dispõe de reserva para este compromisso financeiro e que a forma possível vislumbrada até agora para pagar o salário adicional é deixar de quitar parcelas da federalização das dívidas municipais.

• Aprendiz de feiticeiro

O secretário de Finanças, Ed-mundo Albuquerque, está com novos fios de cabelo branco diante da dificuldade com o 13º salário. Terá de remexer no velho caldeirão das Finanças para encontrar lá no fundo do tacho raspas orçamentárias para liberar o equivalente a uma folha de pagamento a mais - cerca de R$ 5 milhões. Realmente, em Bauru, ser secretário de Finanças é aprender magia. Quem não se lembra de Walter Comini, o “Mago das Finanças”, no primeiro governo de Tuga (83 a 88).

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