Bairros

Conservação inadequada é principal problema verificado em fiscalização

Fábio Marinari
| Tempo de leitura: 2 min

A Vigilância Sanitária de Bauru possui oito agentes sanitários que se revezam diariamente para fiscalizar as condições de higiene dos estabelecimentos comerciais do município e também dos vendedores ambulantes que comercializam gêneros alimentícios como lanches, pastéis, churros, entre outros.

“No caso dos ambulantes, ficamos atentos às condições de armazenamento dos alimentos, vestuário dos trabalhadores, equipamentos obrigatórios e, principalmente, à higiene do local”, explica o encarregado do setor de fiscalização do órgão, Bento Fermino Júnior.

De acordo com ele, os maiores problemas detectados pela Vigilância Sanitária têm sido a conservação inadequada de produtos perecíveis e a falta de higiene com as mãos. “Para evitar que isso aconteça, os vendedores são obrigados a guardar os alimentos em reservatórios separados, respeitando a temperatura ideal. Também devem carregar um galão com 20 litros de água, sabão líquido e papel toalha para limpar as mãos constantemente”, informa Fermino Júnior.

Entre as demais exigências que os ambulantes devem atender estão: utilizar roupas e jaleco sem bolso de tons claros, fornecer maionese apenas em sachês, ter lixeiras com pedal, usar calçados fechados e de fácil higienização, vestir tocas para prender os cabelos, manter as unhas sempre limpas e aparadas e gozar de perfeito estado de saúde.

Quando algumas dessas determinações não são respeitadas, dependendo da infração, o fiscal estipula prazo para que o ambulante se adeqüe às normas. No entanto, em situações graves como alimentos contaminados, um auto de infração é lavrado e encaminhado à Comissão dos Ambulantes que toma as providências cabíveis.

Maria de Fátima Placo, 51 anos, é a dona de um trailer que vende lanches, pastéis e salgados em frente ao Hospital Estadual de Bauru. Ela confirma que a visita dos agentes da Vigilância é freqüente. “Eles verificam o piso, a estufa de salgados, o tacho, a pintura e se a gente não está misturando os alimentos com as bebidas. Aqui está tudo dentro dos conformes”, garante.

A ambulante também confirma que está com os exames de saúde em dia. Sem eles, a fiscalização não permite o trabalho dos autônomos que comercializam comida. De acordo com a Vigilância Sanitária, o próprio município arca com os custos dos exames médicos desse pessoal.

Agora, a única esperança da vendedora é que a prefeitura regularize logo a situação dela, concedendo o alvará de funcionamento. “Já são dois anos e meio de espera”, completa.

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