• Ser indesejável
Parece piada, mas foi uma história contada pelo próprio vereador Rodrigo Agostinho (PMDB), em um bate-papo durante um intervalo da sessão de ontem da Câmara Municipal de Bauru. Ele disse que há muito tempo uma pequena barata estragou seu passeio de carro com uma garota que o acompanhava como passageira no automóvel.
• Barata na mão
Ele dirigia pela avenida Getúlio Vargas quando, de repente, a barata voou para cima da mulher, que saiu correndo “mais rápido do que uma bala de revólver” de dentro do carro. Como bom militante das causas ambientais, Agostinho não matou o inseto. Pegou-o na mão e, aos berros, também saiu gritando do veículo, mas para a garota, na tentativa de fazê-la retornar. Em vão. Ela não voltou e o vereador ficou, literalmente, com a barata na mão.
• Torcedores ‘roxos’
Não é só entre os jogadores que a anulação dos jogos do Campeonato Brasileiro de futebol continua causando polêmica. Nas sessões da Câmara Municipal o assunto é motivo de debates acalorados, principalmente entre o santista Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) e o corintiano Antonio Faria Neto (PDT). Depois que o presidente licenciado do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luiz Zveiter, tomou a decisão de repetir as partidas, não há sessão em que os dois não promovam novos rounds na “batalha” para ver quem provoca mais.
• Dó do Corinthians
Na sessão de ontem, Martins Neto cutucou Faria Neto alegando que estava com dó dos corintianos. “Vocês podem até ganhar o título, mas sempre alguém falará que só conseguiram por causa dos jogos anulados”, disse o pefelista. Mas o pedetista não deixou por menos e se defendeu na dividida. “O meu Corinthians não tem culpa do que aconteceu...”
• Camisa proibida
O mesmo Faria Neto também chamou atenção quando entrou no plenário sem o terno. Isso porque ele, fanático pelo Corinthians, trajava uma camisa verde que logo foi alvo de associações com a cor do arqui-rival Palmeiras. Mas Faria saiu-se bem na justificativa: “Vim de verde como símbolo da esperança para o Corinthians ganhar o título do Brasileiro.”
• Parada indigesta
Ficou evidente na sessão de ontem da Câmara Municipal. Dificilmente o Legislativo aceitará a proposta do Executivo de revisar os valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) pelos custos reais dos terrenos e edificações. Para isso, a Prefeitura e os vereadores já articulam a redução do índice para 60%, diminuindo o impacto na elevação do tributo que certamente ocorrerá com a aprovação do projeto.
• ‘Suicídio político’
Comentário de um vereador sobre o projeto de revisão da planta genérica do IPTU enviado à Câmara pelo prefeito Tuga Angerami. “Não dá para aprová-lo desse jeito utilizando por base os valores reais. Afinal, ninguém aqui tem tendências suicidas”, disse, referindo-se ao caráter impopular da medida, que fará com que os valores atualizados do imposto impliquem em reajuste do mesmo.
• Contra terceirizar
O Sindicato dos Servidores Municipais emitiu nota ontem informando que não teve acesso à auditoria realizada na Emdurb pela Fundunesp, mas reafirma ser contrário a qualquer tipo de terceirização de serviços prestados pela empresa. O Sinserm pede aos vereadores para que lutem pela manutenção dos serviços estatizados.