Politicando

‘Cordialidade’


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Gestos de cordialidade entre inimigos políticos são raros. Não pelos políticos, que seguem o provérbio de que “a única coisa impossível é Deus pecar, o resto é tudo possível”, mas pelos eleitores, que não digerem bem essas coisas.

Em maio de 1982, participamos de uma comitiva do PMDB, junto com o Gasparini, Tidei, Purini, Adenor, Sérgio Purini (com uma criança ao colo), em visita ao professor Rodolpho Pereira Lima, então prefeito em exercício, em pleno Palácio das Cerejeiras, maior reduto da Arena na cidade.

Este evento ganhou um tom de surpresa na mídia, embora tudo tivesse corrido bem. Com exceção de um eleitor que, no cadastro, nos deu aquela chacoalhada:

- Ei, Bertoti! Até o senhor virando a casaca, hein?...

Contada por Rui Bertoti

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