Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Voz dos Correios

A direção regional dos Correios não concorda com o comentário de que a exploração do nicho de mercado de leitura e impressão de contas de água, com entrega simultânea das faturas, ganhou ênfase com a gestão petista. Em carta na tribuna do leitor, nesta página, a ECT argumenta que disputa o serviço em outros estados há alguns anos.

• Medidas polêmicas

De outro lado, também causou reação junto a ocupantes de cargos de comando da administração a informação da coluna de que uma medida interna gerou bloqueio de acesso à “lixeira” de microcomputadores na prefeitura, assim como a proibição de uso de gravadores e leitores de CD. Mas alguns subordinados se sentiram representados com a crítica, por considerar a medida estranha, muito estranha.

• Show de contratos

A Secretaria Municipal de Educação vem disputando, há algumas semanas, os maiores espaços destinados a compras e contratações no Diário Oficial de Bauru. Basta ler o jornal para ver a pasta se valendo do regime de inexegibilidade de licitação para gerar despesa com cursos e treinamentos. A maioria das despesas tem valor de até R$ 8 mil, mas é preciso verificar se o volume de todas as ações não gera discussão jurídica.

• Compras de ‘Natal’

E como perguntar não ofende, vale levantar a necessidade de esclarecimento sobre a compra de dois ônibus novos, também registrados no Diário Oficial da semana passada. Até porque o governo instituiu o vale-transporte para os servidores e alunos. São quase R$ 400 mil de investimentos em uma corrida às compras que, sem desmerecer as necessidades, parece uma ação concentrada de final de ano para cumprir a meta de usar 25% da receita na educação.

• Planejamento é bom

É sabido que a exigência constitucional de utilizar tal percentual da receita com educação “força”, em muitos casos, os governos municipais e estaduais a alguns gastos. Mas, de outro lado, o planejamento pede que a situação não resulte em ações de afogadilho, senão podemos reviver despesas que até hoje não foram bem discutidas, como os valores pagos para instalação de quiosques durante a gestão passada.

• Venda de terrenos

E já que o capítulo é de lembranças e de cobranças, onde está o projeto de lei com a lista do primeiro lote de 40 imóveis que a prefeitura iria colocar à venda para formar o Fundo Municipal de Pavimentação, conforme promessa de campanha de Tuga Angerami? Há cerca de dois meses, a formação da lista teria sido incumbida à Seplan. Mas, até agora, não se sabe se ficou pronta. O projeto de lei seria enviado à Câmara Municipal. Será que é outro projeto que vai ter que esperar 2006?

• Governador assume

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) finalmente declarou publicamente sua candidatura à Presidência da República. Em entrevista à revista Exame, ele assume abertamente a candidatura e até diz o que teria de ser feito logo após a posse. De quebra, enumera seu currículo para justificar porque pode ser um bom presidente do Brasil.

• Primeiro ano é chave

Para Alckmin, as reformas que Lula prometeu e não saíram do papel terão de ser feitas no primeiro ano de governo. É a única maneira, a seu ver, de fazer o País decolar a uma velocidade maior do que a do vôo da galinha.

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