Dia desses defendi a iniciativa da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) de adaptar as lombadas eletrônicas a fim de que as motocicletas possam ser autuadas, fato que já vem ocorrendo na cidade. Na ocasião sustentei que tratava-se de uma questão de justiça por uma única razão: se os carros são multados por excederem a velocidade, por qual motivo para as motocicletas deveriamficar de fora? Argumento simples e compreensível, certo?
Não para alguns leitores, que discordaram de minha opinião, alegando que deveria pensar no destino do dinheiro arrecadado com as infrações, e não na ampliação da abrangência das multas. Respeito essa opinião mas também discordo radicalmente deste posicionamento. E por vários motivos. Primeiro porque a destinação dos recursos oriundos das multas é uma discussão diferente da que iniciei e que, por si só, mereceria páginas e mais páginas de jornais para se debater.
Também porque isso não pode servir de desculpa a fim de não se instituir infrações aos motociclistas. Afinal de contas, eles são alguma categoria especial ou com privilégios que mereçam não ser autuados como os demais motoristas do trânsito bauruense?
Concordo ser preciso fiscalizar o destino do dinheiro das autuações, papel que a imprensa tem o dever de exercer. Se desvios ou maracutaias forem descobertas, aos malfeitores os rigores da lei. Mas os motociclistas, por justiça aos demais condutores, merecem passar sob o olhar vigilante das lombadas eletrônicas. Por isso, não mudo uma vírgula ou palavra do que já disse.