Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Crítica à (in) segurança

“A vitória do não à proibição da venda de armas em um País cujo povo tem uma forte índole pacifista é uma evidente demonstração da sensação de insegurança em que a população está mergulhada e uma crítica mais do que direta à política de segurança pública”. A afirmação - de um cidadão interessado no futuro da cidade e do País - talvez resuma o que foi o referendo de ontem.

• Recado claro e direto

Realmente parece claro a esta altura, após muitos debates e reflexões, que a população brasileira não se convenceu da necessidade de reduzir o número de armas em circulação neste momento não porque adote, por exemplo, a cultura belicista do norte-americano, mas porque realmente usou o referendo para dar um claro e direto recado aos governantes.

• Em outro momento

Em sã consciência e num outro momento melhor de nossa história (se é que ele já existiu), todo cidadão de bem concordaria - sem precisar ir às urnas - em restringir a propriedade de armas, até porque as estatísticas demonstram claramente o bem que isso faz à saúde pública. Mas em meio à escalada da violência, ainda que seja enganoso pensar que ter armas evita a violência, o apelo do não foi mais forte.

• Afinação britânica

O prefeito Tuga Angerami (PDT) e o presidente da Câmara Municipal, Toninho Garmes (PSDB), andam tão afinados que foram votar no mesmo horário e no mesmo local (Ernesto Monte). Aproveitaram para trocar informações e alinhavar a reunião de amanhã na Câmara que vai iniciar os debates sobre a revisão da planta genérica de valores imobiliários da cidade.

• Garmes discorda

O presidente do Legislativo aproveitou o encontro para dizer a Tuga que discorda da forma como foi elaborado o relatório da Fundunesp que fez um diagnóstico na Emdurb, bem como atacou situações delicadas que foram escamoteadas, como a dívida deste ano da empresa com o INSS. De quebra, reiterou a cobrança para que os balanços dos anos anteriores, com sérios problemas de composição, sejam todos enviados ao Ministério Público.

• Com Franciscato

Enquanto conversavam animadamente em frente ao Ernesto Monte, sob olhares atentos do chefe de Gabinete, Paulo Canalli, Tuga e Garmes fizeram uma pausa para rever e cumprimentar o ex-prefeito e ex-deputado federal Alcides Franciscato, que votou por volta de 11h40, no mesmo local. Confira na página 3 as impressões do empresário Franciscato sobre o referendo.

• Vetos em debate

Chamam a atenção na pauta de hoje da sessão da Câmara quatro vetos do prefeito a projetos de lei aprovados no Legislativo anteriormente. Dois deles são referentes à criação de corredores comerciais de alguns quarteirões. Está havendo mais restrições neste governo do que nos anteriores quando o tema é a mudança de perfil de setores até então tidos como residenciais.

• Paixão por conselho

Conselho Municipal de Contribuintes. Este é o mais novo conselho imaginado pelo atual governo, que não esconde de ninguém sua predileção por entidades deste tipo. A pauta enviada pela Câmara não detalha o projeto. Portanto, mais informações somente na reunião de hoje.

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