Política

Emdurb inicia corte de pessoal hoje

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A presidência da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) inicia hoje a primeira fase do processo de enxugamento interno com a demissões de até 18 funcionários cedidos. A medida, mantida em sigilo dentro do governo municipal, foi confirmada pelo presidente da empresa Renato Purini, ontem à noite, após as ações terem sido cobradas pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Toninho Garmes (PSDB), na tribuna, durante a sessão legislativa.

Renato Purini contou que o enxugamento já vinha sendo discutido com o Executivo há vários dias, após a avaliação do relatório de auditoria apresentado pela Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (Fundunesp). “Desde que saiu o relatório estamos discutindo com o prefeito. Tem que começar a cortar já, não tem jeito. O prefeito vai ajudar nos custos com as rescisões e temos 10 dias para pagar todos os direitos dos funcionários”, cita.

O governo discutiu os critérios para iniciar os cortes. “Para uma empresa que tem déficit operacional mensal, não há como justificar manter funcionários cedidos atuando em outros órgãos, a maioria dentro da própria prefeitura. A lista inicial contém 18 nomes e as rescisões vão exigir pagamentos de R$ 150 mil”, menciona.

Os cedidos estavam atuando em pastas como Saúde, Educação, Agricultura e Esportes, além de órgãos estaduais e federais como Distrito Policial e Tiro de Guerra. A empresa espera reduzir a despesa de pessoal em cerca de R$ 40 mil com os cortes.

Mas a eliminação do déficit de R$ 3 milhões ao ano vai exigir outras demissões, que só serão efetivadas quando a Emdurb tiver disponibilidade financeira para cumprir as rescisões. O enxugamento pode chegar a 50 pessoas nesta etapa, sem contar ações como fusão de gerências ou eliminação de chefias.

O relatório da Fundunesp apontou quadro de pessoal excessivo e o enxugamento como única alternativa. O maior problema estrutural da empresa, entretanto, está na coleta de lixo. Segundo a auditoria, o serviço poderia ser realizado com cerca de 70 profissionais e o quadro existente é quase o dobro. Para tanto, seria necessário, por outro lado, o investimento em novos caminhões.

Na sessão da Câmara Municipal de ontem, o presidente Toninho Garmes (PSDB) disse na tribuna que soube das medidas junto ao Executivo, no último final de semana. Ele já havia defendido que a Emdurb primeiro fizesse “a lição de casa” para depois discutir medidas como a cobrança pelo serviço de coleta domiciliar.

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