Regional

Após rebelião, cadeia de Bariri continua superlotada e as visitas estão proibidas

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 1 min

Bariri - A cadeia de Bariri (56 quilômetros de Bauru) ainda não concluiu a reforma na cela atingida pelo fogo provocado por presos que se rebelaram na semana passada. Na ocasião, presos revoltados com a descoberta de um plano de fuga, colocaram fogo nos colchões e destruíram parcialmente a cadeia.

O delegado Antônio Francischini Júnior admite que a cadeia está com número de detentos maior do que sua capacidade. Até ontem, eram 26 os presos recolhidos na cadeia, que deveria comportar, no máximo, 17. Para Francischin, a variação constante no número de presos na cadeia de Bariri tem um motivo. “Aqui é uma cadeia de trânsito. Todos os presos da região vêm para cá. Todo dia tem movimentação”, explica. No entanto, o delegado diz que a quantidade de detentos diminuiu. Dos 35 detidos até a rebelião, agora são 26.

A reposição dos colchões queimados pelos presos ainda não foi feita. “Os presos estão dormindo no chão enquanto os colchões não são repostos”. Ele explica que alguns familiares de presos ajudam a repor o que foi perdido no incêndio, inclusive colchões.

Após a rebelião, os presos foram, em princípio, acusados por mau comportamento. Foram cortadas algumas regalias como a visita de familiares e o banho de sol por tempo indeterminado, segundo o delegado.

Hoje, a cadeia está funcionando com apenas três das quatro celas disponíveis. Cada unidade está preparada para receber quatro detentos. Dessa forma, as três que estão funcionando abrigam os atuais 26 presos.

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