Dezenas de funcionários públicos se reuniram na praça Rui Barbosa, na manhã de ontem. No dia dedicado ao servidor, os trabalhadores se manifestaram contra o sucateamento do funcionalismo público e contra o governador Geraldo Alckmin.
A atividade, organizada pela Central Única dos Trabalhadores do Estado de São Paulo (CUT), teve a presença de representantes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Sindicato do Supervisores de Ensino no Estado de São Paulo (Apase), Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde (Sindsaúde), Sindicato dos Funcionários e servidores da educação do Estado de São Paulo (Afuse), Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao Menor e à Família no Estado de São Paulo (Sitraemfa) e outros.
Os funcionários reunidos protestaram contra a decisão de Geraldo Alckmin de demitir os servidores contratados pela lei 500, que trata sobre trabalhadores temporários e que atinge todos os setores do funcionalismo público estadual. “É um ato de protesto contra os atos arbitrários do governador Geraldo Alckmin”, descreve Francisco Wagner Monteiro, um dos coordenadores da manifestação.
Mariúze Inês Pereira Macedo, diretora regional do Sindsaúde, teme pelos milhares de colegas que podem perder o emprego. “É o Dia do Funcionário e nós não temos o que comemorar. Só na Saúde são cerca de 30 mil funcionários instáveis”, lamenta a sindicalista. O Sindsaúde também se manifesta contra a reforma do Iamspe e a falta de investimento no setor. “Não existe diálogo entre o governo e os funcionários”, enfatiza Mariuze.
A diretora da Apeoesp em Bauru, Suzi da Silva, lembra que a luta contra o sucateamento do serviço público sempre tem em vista a relação com a população. “Nós não brigamos apenas pelos direitos dos profissionais, mas também pelo direito que a população tem de receber um serviço de qualidade”, explica.
Apoiando as manifestações dos funcionários, Juliana Oliveira Leitão, da União Estadual dos Estudantes, afirma que a luta pela defesa de uma educação de qualidade é também pelo direitos dos trabalhadores do setor. “Temos que defender o funcionalismo público, os professores aposentados, todos os profissionais que contribuem para a sociedade”, considera a estudante.