Bairros

Alunos relatam ocorrências de assombrações em escola

Fábio Marinari
| Tempo de leitura: 3 min

Com mais de 70 anos, a escola estadual Ernesto Monte também é cenário de uma das mais conhecidas lendas urbanas envolvendo o cenário estudantil: a história da loira do banheiro. Além disso, o colégio seria alvo de ruídos estranhos, visões de vultos e até de uma possível aparição do espírito da pessoa que dá nome à escola, de acordo com relatos de alunos e funcionários.

A lenda da loira é bastante famosa entre os alunos da rede pública e privada do País. Ela envolve a história de uma estudante muito bonita, cabelos loiros e com aproximadamente 15 anos de idade que vivia planejando mil maneiras para matar aulas.

Uma delas era se esconder no banheiro da própria escola onde estudava. No entanto, numa dessas aventuras, um terrível acidente aconteceu. A loira escorregou no piso molhado do banheiro e bateu a cabeça no chão, entrando em coma e vindo a falecer logo em seguida.

Inconformado com a sua morte prematura, o espírito dessa estudante não quis descansar e decidiu assombrar os banheiros das escolas. Muitos são os relatos de alunos que juram ter visto essa loira com um rosto pálido e com chumaços de algodão no nariz para evitar que o sangue escorra.

De acordo com a diretora do Ernesto Monte, Heloise Cerqueira de Souza, essa história sempre volta com força em cada começo de ano escolar. Mas o auge dela foi há cerca de dez anos, quando era preciso acompanhar alguns alunos até o banheiro, pois eles tinham muito medo irem sozinhos.

“Tinha criança que só ia ao banheiro junto com alguma servente ou inspetora de alunos”, relembra. Houve até casos de estudantes que urinaram nas calças por temer um confronto com a loira.

Atualmente, os estudantes Gabriel Rodrigues da Silva Dota e Maurílio Epifanio Neto afirmam que não sentem mais medo da lenda, no entanto, quando eram mais novos, a história deixava os dois arrepiados. “O pessoal comentava que se a gente desse três descargas e falasse três palavrões a loira apareceria”, comenta Gabriel. “A gente fazia esse ritual e, depois, saía correndo, porque ninguém tinha coragem de ver a loira”, emenda Maurílio.

A estudante Gabriela da Silva Dias também costumava desafiar o espírito da menina do banheiro. Porém, a cerimônia que ela fazia para invocar a assombração ainda incluía três batidas na porta. “Sempre quando o pessoal voltava, eles ouviam alguns barulhos esquisitos”, recorda.

Além dessa, uma outra história vivida por Gabriela e por um colega no Ernesto Monte deixou a estudante com os nervos à flor da pele. Esse amigo teria dito a ela que toda vez que ele tocava piano no teatro da escola um barulho estranho se iniciava. Curiosa, a estudante decidiu conferir a história e combinou de se encontrar com o amigo no teatro onde fica o piano. “Pouco depois que ele começou a tocar, um ruído forte parecia surgir do teto. Era como se existisse algo batendo lá em cima”, conta Gabriela, imaginando que poderiam ser algumas pombas.

Como se não bastasse, durante uma apresentação nesse mesmo salão, várias pessoas teriam sentido uma sensação esquisita. Inclusive uma professora teria visto o falecido Ernesto Monte, prefeito de Bauru entre 1938 e 1946 e responsável pela inauguração do prédio escolar, presente no local.

Mas esses não foram os únicos fenômenos estranhos que ocorreram na escola. Há cerca de dois meses um aluno da turma do supletivo teria visto um vulto na janela do primeiro andar do prédio. Ele informou os funcionários, que, com a ajuda de dois estudantes, vasculharam o piso superior, não encontrando ninguém.

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