Entrelinhas

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Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Contas para 2006

A implantação de projetos de saneamento pela Prefeitura de Bauru em 2006, abrangendo o tratamento de esgoto e o atual serviço de coleta domiciliar de lixo, pode gerar uma despesa extra mensal de R$ 13,70 para a maioria dos bauruenses. É o que prevêem os dois principais projetos de lei em fase final de acabamento no Palácio das Cerejeiras, antecipados pelo JC nos últimos dias.

• Taxa para o lixo

Na semana passada, divulgamos a minuta do projeto que visa criar a taxa de serviço domiciliar de coleta de lixo, cuja cobrança para a maior parcela das residências se fixaria em até R$ 7,20. O serviço já existe, mas a prefeitura é quem paga à Emdurb pela sua prestação, abaixo do que deveria, diga-se de passagem.

• Tarifa para esgoto

Já o tratamento de esgoto teria custo mensal médio por residência de R$ 6,50, conforme o presidente do DAE, José Clemente Rezende, conta na página 3 desta edição. Segundo levantamento feito pela autarquia, a elevação da tarifa de esgoto dos atuais 60% do valor da conta de água para 100% atingiram os R$ 6,50 para 70% das residências, cuja média de registro de consumo vai até 20 mil litros mensais.

• Haverá resistência

É preciso explicar bem e discutir com a sociedade, através do Legislativo, a criação das tarifas. De antemão, há resistência na Câmara para a taxa do lixo, sobretudo de natureza política, em razão de a Emdurb ainda não ter feito toda a lição de casa nos cortes estruturais da empresa.

• Outros entraves

Outro ponto negativo para a taxa da coleta de lixo, principalmente, foi a apresentação de relatório de auditoria da Emdurb, pago com o dinheiro do contribuinte à Fundunesp, com falta de informações e ausência de detalhamento em vários pontos. Isso não pegou bem, dado o alarde para o gasto com a tal auditoria.

• Clemente otimista

O presidente do DAE, José Clemente Rezende, se entusiasmou em entrevista gravada que vai ao ar hoje às 20h30, pela TV Câmara, e defendeu abertamente a reeleição do prefeito Tuga Angerami. Clemente não só defende a reeleição do prefeito como considera que a acomodação de forças locais vai “levá-lo naturalmente a um segundo mandato, a partir da aprovação nas ruas e nos segmentos organizados”.

• Duas interrogações

A fala de Clemente, descontado o entusiasmo pessoal que tem em relação ao prefeito, coloca duas interrogações em especulações que já circularam pelos corredores do poder: a de que ele próprio teria pretensões na ocupação da cadeira de Angerami e de possíveis pretensões eleitorais de outros governistas, como o secretário de Finanças, Edmundo Albuquerque, nome forte no staff tuguista.

• ‘Espuma e pressão’

Por falar em avaliações e opiniões, Tuga Angerami disse esta semana na TVCom que não acredita em impeachment do presidente Lula. Ele avaliou, até em razão de sua experiência em Brasília, que interessa ao Congresso Nacional, sobretudo à oposição, manter Lula sob freio e pressão, criando “espuma” em torno de denúncias contra seu governo, mas sem tirá-lo da cadeira presidencial.

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