Há poucos dias fui a Pereiras (SP) abraçar os meus dois irmãos que moram lá. Visitei também o moinho de pedra do moleiro Aldo, um estabelecimento antigo, coisa da primeira metade do século passado, uma herança paterna. O equipamento ainda funciona normalmente, mas não em escala propriamente industrial, pois o obsoleto moinho de pedra (mós) já não pode competir com as máquinas modernas, embora tenha prestado bons serviços à humanidade por milênios, produzindo a farinha do pão de cada dia dos antigos, conforme Jesus ensinou pedir ao Pai. Mas, o moleiro pereirense ainda faz o fubá da polenta de muita gente...
O moinho de mós é feito de dois discos de pedra, um sobre o outro; o de cima, que tem uma abertura no centro, distribui os grãos que devem ser triturados entre as duas pedras, num movimento giratório. Este tipo de moinho primitivo está mencionado em diversas passagens da Bíblia.
Os pequenos eram movidos por mulheres, principalmente escravas que moíam o trigo para o pão da família do senhor. O milho, que é nativo da América, naquele tempo não era conhecido no Oriente. Os grandes moinhos daquela época eram movidos por jumento. O do Aldo, que certamente nunca triturou trigo, nem mesmo no tempo do pai dele, é tocado por um motor elétrico de vários cavalos-vapor (CV). PS - Será que na região de Bauru.existe algum moinho de mós?
Omar Barreto - RG 5.663.388-9