Apesar da regulamentação da piracema ficar sob responsabilidade federal, a fiscalização é uma responsabilidade do Estado. Em Bauru, o capitão Marcelo Sanches é o comandante da 2.ª Cia. do 2.º Batalhão da Polícia Ambiental do Estado de São Paulo, que abrange 39 municípios da região. Ele explica que a maioria dos pescadores já está habituada às regras, evitando problemas. “Mas sempre há aqueles que usam petrechos proibidos, pescam em locais onde não é permitido. Neste caso elaboramos o auto infracional ambiental, o material é apreendido e há multas”, explica.
Para o policial ambiental, os rios já não suportam o sistema extrativista da pesca e, principalmente neste período, as espécies devem ter garantidas seu direito de procriação. Se comparado com os dois últimos anos, 2005 superou o número de autos de infração ambietal, com multas que chegam ao dobro de 2004.