Marília - O provedor da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Marília (100 quilômetros de Bauru), o advogado Júlio César Brandão, está buscando parceiros na ampliação do serviço de hemodiálise do hospital.
“Somos um hospital regional de nível terciário, filantrópico e referência em alta complexidade nas áreas de cirurgia cardíaca, hemodinâmica, terapia de queimados, terapia renal substitutiva, oncologia e ortopedia.”
A terapia renal substitutiva inclui hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal para pacientes dos 37 municípios da Direção Regional de Saúde (DIR 14) de Marília. Por meio de uma portaria publicada no dia 13 de outubro, o serviço de nefrologia da Santa Casa passou a integrar a Rede Estadual de Assistência em Nefrologia na alta complexidade, por atender aos requisitos estabelecidos pela Política Nacional de Atenção ao Portador de Doença Renal, desde junho de 2004.
“Somente nos dez meses deste ano foram realizados 16 transplantes renais”, ressaltou Júlio César Brandão, ao apontar que mensalmente são realizadas 1.918 atendimento pelo serviço de nefrologia, entre acompanhamento a transplantados, atendimentos a pacientes em diálise peritoneal, além de 1.638 sessões de hemodiálise.
Na área específica de hemodiálise, quando 96% dos atendimentos são realizados através do Sistema Único de Saúde (SUS), a Santa Casa de Marília conta com 26 máquinas, operando em três turnos e atendendo 135 pacientes por mês. De acordo com a assessoria do hospital, o atendimento está no limite. “Queremos chegar a atender 200 pacientes e conseguir mais dez máquinas para o serviço”, planeja o provedor. Ele não descarta a hipótese de encaminhar pacientes para atendimento em outras cidades, caso não haja uma ampliação do serviço.
Já foi escolhida até mesmo a área para uma eventual ampliação, especialmente nos serviços que se referem ao tratamento de água. Seria numa área de 108,50 metros quadrados no andar inferior ao atual local onde se presta serviço à população.
“Os parceiros que estamos buscando serão responsáveis pelos investimentos nas máquinas e equipamentos necessários à ampliação, cabendo à Santa Casa o investimento na reforma da área física”, explicou Júlio César Brandão que providenciou uma planilha detalhada sobre o projeto.