Entrelinhas

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Burburinhos

Está gerando burburinho dentro do governo, para não dizer princípio de crise de relacionamento, a conversa mantida entre o chefe de Gabinete, Paulo Sérgio Canalli, e o ex-diretor de Limpeza Pública da Emdurb, Renato Bacelar, recentemente. A rusga não teria sido gerada apenas em razão do encontro, mas do conteúdo dele.

Causa e efeito

A questão é que Canalli recebeu para conversar simplesmente um desafeto do presidente da Emdurb, Renato Purini, já que Bacelar saiu disparando contra ele no Ministério Público (leia na página 8). E o próprio Bacelar disse à editoria de política de JC que o conteúdo da conversa, de mais de uma semana atrás, versou sobre as acusações que já tinham sido levadas por ele ao MP.

Postura interna

Ocorre que não se tem notícia de que Renato Purini (também vice-prefeito) tenha sido posicionado sobre esta conversa, o que reveste de ares misteriosos o encontro de Canalli com Bacelar. O prefeito Tuga Angerami não estava na cidade naquele dia e Purini acabou sabendo da acusação de Bacelar através do JC. Tudo isso ainda em um ambiente em que se especulou sobre o estado de saúde de Angerami, quando a possibilidade de Purini assumir por eventual licença do prefeito ganhou os corredores do Palácio.

Tiro certeiro

O vereador José Carlos Batata (PT) pode ter obtido do setor de petróleo uma de suas principais conquistas políticas para a cidade. Enquanto sua esposa, Estela Almagro (PT), foi a Brasília tentar recursos no Orçamento 2006, Batata obteve resposta positiva da Petrobras para a reativação de tanques de reservação de combustível na cidade (manchete de ontem do JC), abrindo caminho para o mercado de exportação de álcool.

Comissão de ética

O clima não anda nada pacífico entre grupos de tucanos que acompanham a sindicância administrativa aberta pela Corregedoria Estadual para apurar possíveis irregularidades na Oficina Cultural de Bauru (pág. 4). Tucanos mais exaltados falam até em discutir o caso de Graziani na Comissão de Ética do partido.

Olho na chuva

Enquanto isso tudo ocorre nos bastidores, prefeitura e Ministério Público (MP) discutem formas de evitar enchentes no período de chuvas que se aproxima e nos anos seguintes. Está em andamento uma tentativa de se viabilizar, no papel, propostas para a contenção dos estragos provocados pelas enxurradas. Leia na manchete de hoje.

Barragens pluviais

Após finalizados os entendimentos, a prefeitura assinará um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), como o governo passado assinou, embora tenha deixado obras por fazer. O detalhe deste novo acordo é a previsão de construção de barragens de contenção das águas pluviais, que estavam previstas no acordo passado e não foram feitas.

Herança alterada

A herança da multa diária de R$ 1 mil deixada pelo último governo pelo não cumprimento integral da TAC das chuvas deve ser transformada em obras compensatórias. Eis aí mais uma demonstração de bom senso e ponderação do MP para com a cidade, que seria penalizada por demais se tivesse de arcar com a multa diária.

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