Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

O CHORO É LIVRE

Márcio Rezende de Freitas prejudicou o Internacional, sim, mas cá entre nós: quem não foi beneficiado e quem não foi prejudicado nesse Campeonato Brasileiro? O mundo não vai acabar por isso. Foi um erro crasso, mas a atitude não foi premeditada. Não acredito, de forma nenhuma, que esteja acontecendo mutreta para ajudar o Timão, que não tem culpa de ser beneficiado, não está apelando para a ignorância e nem ganhando no grito. E não pediu repetição de jogos - o rolo foi armado pelo Edílson Pereira de Carvalho. O problema é que o Corinthians é odiado por quem não é corintiano. A repercussão da atuação do árbitro no jogo que beneficiou o Corinthians, provocou reações até certo ponto - ou no mínimo - inusitadas. Em meio à uma das maiores crises políticas que o País enfrenta, a arbitragem falha foi um dos grandes assuntos na Câmara Alta, segunda-feira, um dia após a partida no Pacaembu. O senador gaúcho Paulo Paim, do PT, puxou sardinha para o seu Estado, afirmando que se o árbitro marcasse o pênalti e expulsasse o goleiro, o Inter ganharia o jogo. Álvaro Dias, do PSDB-PR, respondeu “Se ontem o árbitro pode ter alterado o rumo da competição, já poderia ter alterado no jogo anterior, quando outro juiz validou um gol, em impedimento, do Internacional contra o Brasiliense”. E estou lembrado de Inter 2 x 1 São Caetano. Um gol legítimo do Azulão foi anulado. A arbitragem erra, mas não pode servir de desculpa caso o Colorado não conquiste o título. O Brasileirão é por pontos corridos e apenas um lance não decide um campeonato. Porque o Inter não venceu o Paraná, portanto? Mas tudo bem, o choro é livre.

ANIMAL PODE BRILHAR NA VOLTA

Com tudo certo para voltar ao Palmeiras no próximo ano, Edmundo será o quarto ídolo da ‘geração’ Parmalat ao retornar ao Palestra Itália. O Animal apalavrou contrato por um ano, podendo repetir as trajetórias de César Sampaio, Evair e Zinho. Se repetir o desempenho dos antigos parceiros, Edmundo pode se preparar para levantar mais troféus com a camisa do Alviverde. Os três tiveram retorno de sucesso. Sampaio brilhou no Verdão de 1991 a 94, sagrando-se bicampeão brasileiro e paulista. Em 99, voltou ao time de Felipão e conquistou a Libertadores. Zinho e Evair, a exemplo de Sampaio, também deixaram o Palmeiras no final de 94. Zinho regressou em 97 e Evair dois anos mais tarde. Ambos fizeram parte da conquista do torneio continental.

LINGUAGEM CIFRADA

Émerson Leão não deve estar contente. Foi o que deixou transparecer. “Se um treinador não participar da hora de contratar, também não vai ter que se responsabilizar”, dando a entender que ainda não aprovou a contratação de Edmundo.

DISCORDO

O Rio Claro está preocupado com a arbitragem para a decisão de domingo, alegando que foi prejudicado na partida em Bauru. Discordo dos rioclarenses. Não vi em momento nenhum o árbitro ajudar o time da casa. Concordo que no jogo contra o Comercial, foi marcado um pênalti inexistente para o Noroeste, mas sábado passado a arbitragem foi normal.

EXCURSÃO

O Márcio informa que a Sangue Rubro está organizando uma grande caravana para Rio Claro. Os interessados devem procurar a Polisport, quadra um do Calçadão da Batista para fazer a reserva. Informações adicionais podem ser obtidas no site da gloriosa torcida organizada -www.sanguerubro.com.br

EQUÍVOCO

Domingo, nesta coluna, ao elogiar o presidente da LBFA, Milton Martins, me equivoquei com as datas das finais dos campeonatos das duas ligas. Na Regional, os jogos serão domingo e dia 4. Na Bauruense, dias 3 e 11 de dezembro. O jogo de ida estava marcado para o dia 4, mas foi antecipado, para facilitar o trabalho da imprensa e dar mais opções ao torcedor, segundo o dr. Milton.

MEMÓRIA

Campeonato Paulista de 1980: Noroeste 1 x 3 São Paulo, em Bauru. Aíton Lira 2 e Serginho Chulapa marcaram os gols do Tricolor. Osmir fez o de honra do Norusca. Árbitro: José Pereira da Silva. Público pagante: 8.499. Noroeste: João Marcos; Galli, Tobias, Jorge Fernandes e Nenê; Valdir, Maneca e Osmir; Jorge Maravilha (Mardoni), Lela e Bugre (Maciel). Técnico: Sérgio Clérice. São Paulo: Valdir Peres. Getúlio, Nei, Gassen e Aírton; Dario Pereyra, Aílton Lira e Renato; Edu, Serginho Chulapa e Zé Sérgio (Assis). Técnico: Carlos Alberto Silva.

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