Geral

Exames de mamografia atraem 1.674 mulheres para fazer prevenção

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 2 min

Levantamento da Direção Regional de Saúde (DIR-10) aponta que o mutirão de mamografias, promovido ontem pela Secretaria de Estado da Saúde, realizou 540 exames na região de Bauru, além do agendamento de outros 1.134 que devem ser efetivados nos próximos dez dias. A ação tem como objetivo diagnosticar precocemente o câncer de mama.

O exame é fundamental para diagnosticar a doença, responsável por um alto índice de mortalidade entre as mulheres. “Com a mamografia, é possível detectar o câncer em sua fase inicial e garantir 100 por cento de cura”, informa o diretor da DIR-10, Affonso Viviani Júnior.

Todas as mulheres acima de 40 anos devem realizar o exame pelo menos uma vez por ano. A informação é da ginecologista Andréa Tristão. “A mamografia é simples e pode salvar a vida de muitas mulheres”, avisa. A médica ainda ressalta que mulheres acima de 30 anos, com antecedentes de câncer na família, devem se submeter ao exame.

Em Bauru, cinco unidades ofereceram o serviço e atenderam 661 mulheres, sendo que 221 fizeram o exame e 440 agendaram para as próximas semanas. Rosely Marques chegou ao Hospital Estadual às 6h10 e foi atendida após duas horas. “Apesar da demora, eu achei bom. Quase não doeu e foi rápido”, diz a paciente, que veio de Americana apenas para o exame.

Já Maria Madalena Ransi considerou a mamografia muito dolorida. “Eu fiz porque meu médico pediu, mas doeu demais, não pretendo fazer de novo”, diz. Ransi também reclamou sobre a demora do atendimento. “Cheguei às 8h e só consegui ser atendida às 14h. Isso porque tinha muitas mulheres de idade na fila”, cita.

Questionada sobre a possibilidade de realizar o exame em outros pontos da cidade, Ransi informou que a orientação para ir ao Hospital Estadual foi dada por uma enfermeira do Posto de Saúde de seu bairro. “Fui com o pedido do meu médico para fazer o exame e a enfermeira solicitou que eu fosse ao hospital na manhã de hoje (ontem)”, diz.

O diretor da DIR-10 afirma que a fila em alguns lugares foi ocasionada por falta de informação de alguns postos de saúde. “Houve uma procura concentrada no Hospital Estadual porque, ao receber as solicitações de exame, os postos de saúde orientavam as mulheres para o local, mas isso não impediu que todas as mulheres fossem atendidas”, informa Júnior.

Comentários

Comentários