Polícia

Pq. São Geraldo briga por base policial

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 1 min

Moradores do Parque São Geraldo fizeram uma manifestação na manhã de ontem para que a Base Comunitária Leste da Polícia Militar seja transferida em caráter permanente para a região. O órgão deve ser instalado daqui a poucos dias, mas fica no local até que o novo prédio seja construído no Núcleo Habitacional Mary Dota, onde deve ser reinstalado.

Para a presidente da associação de moradores do Parque São Geraldo, Lourdes Martinele, a presença de uma unidade policial reduziria a violência no local. “Aqui nós sofremos um assalto por semana e tenho certeza de que se tivessem policias por perto isso não aconteceria com tanta freqüência”, acredita.

O mesmo é esperado por Claudete Araújo. “Toda semana alguém é assassinado nas redondezas e a polícia demora para chegar porque é longe”, informa a moradora, que teve sua casa assaltada há três meses.

O proprietário de uma padaria do bairro, Bráulio dos Santos Rosa, já sofreu oito assaltos em menos de dois anos e pensa em transferir seu negócio. “Penso seriamente em fechar. Depois de tantos roubos, minha mulher ficou traumatizada e passa, inclusive, por tratamento psicológico”, afirma Rosa.

Para ele, a vinda de uma base comunitária para o bairro inibiria os bandidos, além de ser ponto estratégico para a circulação das viaturas. “Nosso bairro tem uma ótima localização para que as viaturas consigam atender toda a região com mais agilidade”, afirma Rosa, que se dispõe a contribuir para a construção de um novo prédio no local.

Atualmente, os moradores, em conjunto com a polícia, têm promovido reformas no antigo prédio da 96FM, cedido à comunidade provisoriamente para abrigar a base comunitária. “Nós vamos lutar para que o órgão fique aqui. Não queremos tirar do Mary Dota. Entendemos as suas demandas, mas nós também temos”, diz Martinele.

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