O diretor clínico da Santa Casa de Pederneiras, o médico Carlos Alberto Clementino, classifica a morte do bebê como uma fatalidade. Segundo ele, qualquer gestante está sujeita a esse tipo de problema.
“O hospital fez tudo o que estava ao seu alcance”, afirma. “Infelizmente, a criança nasceu morta. Mas, felizmente, não aconteceu o pior. Se demorasse mais, a mãe também morreria”, disse Clementino.
Ele declara que não houve negligência do hospital e que Suzana Glixinski foi atendida como deveria. “Foi realizada a cirurgia com dois obstetras, um pediatra e anestesita. Era um caso grave”, argumenta.
Sobre a demora de duas horas para o atendimento da paciente, o diretor clínico afirma que não foi muito tempo.
“Eu sei que é duro (para os pais), mas foi uma fatalidade. O que o hospital podia fazer foi feito.” Diretor clínico da Santa Casa há sete anos, Clementino diz que outras mortes já ocorreram por descolamento de placenta.
Sobre a ação judicial que está sendo preparada pela paciente contra o hospital, Clementino fala que está tranqüilo.