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Superior Tribunal Justiça nega pedido de liberdade para Edinho

Folhapress
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São Paulo - Por maioria de votos, a 6.ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou ontem outro pedido de habeas corpus em favor de Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, filho de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Os ministros entenderam, diante das provas apresentadas, que a soltura dele seria “prematura”.

O julgamento do recurso começou em 25 de outubro, mas foi interrompido quando o ministro Hélio Quaglia Barbosa pediu vistas do processo. Ele e outros dois ministros acabaram seguindo o voto do relator do recurso, o ministro Hamilton Carvalhido, contrário à soltura de Edinho. Carvalhido afirmou que as decisões de instâncias anteriores que mantiveram a prisão foram “fundamentadas e criteriosas”.

Barbosa ressaltou a existência de “diversas transcrições das conversas telefônicas mantidas entre Edinho e integrantes de reconhecida organização criminosa”. Edinho foi preso no início de junho, durante uma operação promovida pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Ele estaria envolvido com a quadrilha supostamente liderada por Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho, também preso e apontado como líder do tráfico de drogas na Baixada Santista (SP).

O único ministro que votou a favor da libertação de Edinho foi Nilson Naves, para quem a prisão é ilegal, uma vez desnecessária. Ele afirma que não há fundamentação na decisão primitiva de manter Edinho preso e que “o clamor público deve ser analisado com cuidado para evitar injustiças”.

Os advogados de Edinho haviam alegado que não há provas de que ele estivesse cometendo algum crime no momento em que foi preso e que não há fatos que justifiquem a manutenção da prisão. Em depoimento à Justiça, Edinho admitiu ser dependente químico, mas negou envolvimento com o tráfico.

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