‘Entre tapas e beijos’
Ao apagar das luzes do primeiro ano administrativo após a eleição de 2004, o JC tentou entender e lançar um pouco mais de luz na relação entre os poderes Legislativo e Executivo, haja vista os embates nas duas últimas semanas a respeito da revisão da planta genérica de valores do IPTU bauruense. A matéria da página 3 é sobre esta relação, instável (“entre tapas e beijosâ€), mas diferenciada das tradicionais ("toma-lá-dá-cá).
Diálogo x maioria
No final, a definição clara e cristalina sobre as relações entre Tuga e Câmara ficou por conta do doutor em psicologia social pela Unesp Celso Zonta: o prefeito abre mão de formar maioria no Legislativo, como quase todo governo, para tentar a estratégia do diálogo. Realmente, no frigir dos ovos deste 2005, é assim que Tuga tenta obter aval dos vereadores a seus principais projetos.
O senhor da razão
Só o tempo vai dizer se a estratégia será bem sucedida. A votação ou não da revisão do IPTU será, certamente, um grande indicador, daqui a mais alguns dias. Curioso registrar que Tuga conseguiu, com sua “política do diálogoâ€, ter a seu lado um vereador do PSDB, legenda que abriga seu maior adversário (Caio Coube), e estabelecer um relacionamento bem amistoso com outro do mesmo partido. Quais sejam, João Parreira de Miranda e Toninho Garmes. Porém, tem em outro tucano (Marcelo Borges), opositor ferrenho.
Terrenos de Parreira
E a matéria que abre a edição de ontem do Diário Oficial do Município é um decreto do prefeito Tuga Angerami que desapropria e declara de utilidade pública dezenas de terrenos pertencentes à empresa João Parreira - Operações Imobiliárias. O decreto consome nada mais nada menos do que 13 páginas do jornal oficial. Curioso.
Estações da Paulista
Muito boa a notícia veiculada ontem no caderno de Cultura do JC, sobre o convênio com a Rede Ferroviária Federal, que permitirá à Prefeitura de Bauru ocupar os prédios da antiga estação da Companhia Paulista, localizados ao final da rua Gustavo Maciel (em frente à feira do rolo) e início da rua Rio Branco. Trata-se de um acordo para transformar o local em um museu da imagem e do som e abrigar, de forma definitiva, o museu ferroviário.
Resgate da história
Henrique Perazzi de Aquino, atual diretor de Patrimônio Histórico e Cultural da Secretaria de Cultura, espera assinar o convênio no máximo até o começo de 2006. Depois, é trabalhar por um belo projeto e resgatar mais um marcante pedaço da história bauruense, que começou pelos trilhos de aço das ferrovias, no início do século passado.
Não houve correria
Um representante da Marihá Eventos, que organiza feiras em Bauru, enviou e-mail para comentar que realmente houve um atraso no repasse de verbas a entidades sociais referente às quatro últimas exposições, mas que não houve correria alguma de última hora por causa das denúncias de Primo Mangialardo, vereador do PV. “Aliás, gostaríamos que os eventos congêneres realizados na cidade fossem fiscalizados e policiados com a mesma dedicação pela Seplan e por vereadoresâ€, diz o e-mail.