Bairros

Loteamentos fechados se espalham pela cidade

Fábio Marinari
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto a construção de edifícios passa por um momento estável, loteadores aproveitam para investir a fundo num segmento do mercado que tem despertado o desejo da população de classe média e alta em morar num local seguro e que ao mesmo tempo ofereça opções de lazer, tranqüilidade e conforto.

De acordo com Manoel Lucas Martins, gerente de vendas de uma loteadora da cidade que possui atualmente quatro empreendimentos em fase de comercialização de lotes, o município vive uma situação atípica. “Em todas as cidades em que nós atuamos, Bauru é a que reúne maior número de empreendimentos horizontais”, garante.

Por enquanto, os índices de habitação desses condomínios ainda são pequenos, mas Martins se justifica afirmando que as pessoas levam tempo para iniciar suas construções. “Cada comprador faz deste tipo de investimento um sonho de consumo, por isso, primeiro ele pensa cuidadosamente na casa de seus sonhos para erguê-la em seguida”, esclarece, lembrando que existem algumas regras da empresa que devem ser respeitadas, como a que obriga uma área construída mínima de 150 m2 para cada lote.

Como esses condomínios térreos necessitam de uma área bastante ampla, fica complicado encontrar locais próximos à região urbanizada, dificultando o acesso à cidade. Mas o gerente de vendas enxerga isso de outra maneira. “A expansão urbana torna inviável a abertura de um loteamento numa área central, mas, por outro lado, as moradias ficam livres da poluição sonora e do ar”, contrapõe.

O proprietário de outra empresa loteadora, Renato Aiello, inaugurou seu primeiro loteamento fechado em Bauru em 1996. Desde então, seis empreendimentos com as mesmas características foram entregues e outro está em fase de vendas. Ao todo, Aiello contabiliza quase 1.800 lotes construídos. “Antigamente, os condomínios horizontais eram abertos e não ofereciam segurança, esse novo modelo contribuiu para o reaquecimento do comércio de imóveis”, explica.

Eduardo Cury, proprietário de uma imobiliária local que comercializa lotes urbanizados fechados, confirma que o principal atrativo destes empreendimentos é a segurança que eles oferecem. “Como o poder público não tem condições de proteger a população da violência, muitas pessoas procuram investimentos como estes”, analisa. Segundo ele, outro aspecto que mexe com o interesse dos consumidores é a infra-estrutura oferecida. “São bosques, lagos, quadras poliesportivas, praças de leituras, churrasqueiras. Uma série de benfeitorias que todo mundo deseja ter à disposição”, completa.

Cury diz também que é muito comum negociar com compradores que não têm a intenção de iniciar as obras de imediato porque eles preferem guardar suas economias para levantar suas moradias mais tarde.

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